segunda-feira, 24 de novembro de 2008

Futilidades assustadoras



Assustador esse Akinator, the web genius. Quando o Dalton tava me mostrando achei que fosse qualquer dessas coisas da internet, mas esse negócio não é de deus. ahiuhaiuahiuha

Você pensa numa pessoa pública e vai respondendo às perguntas dele com as opções que têm ao lado. No fim ele diz em quem você estava pensando. Eu fiz 10 vezes e até agora ele não errou nenhuma.

Recomendo.

Retratação

Depois de respirar com calma e ouvir umas verdades bem ditas pelo Dalton, consigo pensar quase racionalmente no romance do Camelo e da Magalhães.

Que a Mallu Magalhães é chata, é certo. Mas, apesar de ela ter 16 anos e agir feito menina de 12, precisamos concordar que a menina é talentosa. Apesar de nunca ter conseguido ouvir uma música dela até o fim, ela é melhor do que muita coisa que surgiu por aí nesse último ano. E fique claro que eu não gosto nada dela, mas não vamos ser hipócritas.

Almoçando no Estadão com o Dalton, ele me fez lembrar de uma coisa muito importante nessa questão: Eles são dois músicos, tem lá suas afinidades e vivem numa esfera totalmente diferente diferente de nós, reles mortais. E, convenhamos, é preciso ter (muitas) coisas em comum num relacionamento pra dar certo. E é por isso que não se vê muito histórias de fãs se casando com seu artista favorito.

Em relação a idade dos dois, fica mais ou menos na mesma opinião. Apesar do processo todo que a Mallu Magalhães ainda vai passar até traçar sua personalidade adulta, essa será feita num meio também diferente de uma pessoa comum. Quando a gente ouvia a Britney toda bonitinha cantando “I'm not a girl, not yet a woman” e depois a ouviu cantando “I'm a slave 4u” e viu ela raspando a cabeça e quase derrubando os filhos no chão depois de sair de uma clinica de reabilitação, nós julgamos, criticamos e satirizamos sem ter noção do que, de fato, a levou a fazer essa transição de menina para mulher de forma tão... tão freak.

Olhando para a repercussão dessa história, acabei achando um grande desperdício de tempo tentando entender o que não é da minha conta. Me envergonho até do post que escrevi abaixo, mas não vou apagá-lo pra eu me lembrar de nunca mais fazer algo do tipo. Me igualei a todas as pessoas que não tem o que fazer e ficam bisbilhotando e dando pitacos na vida dos outros. Teve quem falou que é marketing, que é pedofilia, que é amor, que não é amor e por aí vai.

Eu, como fã, sei que rola uma certa decepção porque a gente coloca o cara lá no céu e acha que ele é deus e que só se envolveria com alguém no mesmo patamar. Aí aparece a Magalhães e desconstrói todo um conceito criado por nós. Fato é que: Se esse relacionamento do Camelo e da Mallu influenciou em seu último disco, então que ele se case e tenha vários filhinhos com ela. Já até prometi pro Dalton que, se um dia o Los Hermanos voltar e for comprovadamente por influência da Mallu Magalhães, eu compro um cd e uma camiseta dela.

Esse universo artístico é bem diferente do nosso e apesar de toda a exposição, a pressão, a forma de lidar com os fatores individuais e íntimos girando em torno da vida dos artistas que tanto amamos, eles ainda encontram uma brecha para fazer de forma excelente o trabalham que desempenham. E é só com isso que nós, fãs, deveríamos nos importar.

Obs: Quase ia me esquecendo de colocar estes dois links engraçadíssimos. Um é de uma montagem do Amarante com a Maísa. E o outro é um post do Gordo Nerd e as peripécias da internet.

terça-feira, 18 de novembro de 2008

Vai entender...

"Mallu Magalhães e Marcelo Camelo estão namorando, diz jornal

Mallu Magalhães, de 16 anos, e Marcelo Camelo, 30 anos, estariam namorando, segundo a coluna Gente Boa, do jornal O Globo"


Quando o Dalton ouviu a música Janta, do Camelo e da menina mais chata do atual mundo da música brasileira, prontamente ele disse que o cara tava guardando ali. Aí eu falei: "Pare, a menina tem 12 anos." Bom, não são 12, mas são 16 e, até onde consigo me lembrar dessa fase, não tem diferença nenhuma.

Logo, a mesma pergunta que me fiz quando o Camelo participou do acústico Sandy & Júnior, volta a pairar sobre a minha cabeça: "Onde diabos o Camelo tá querendo enfiar sua carreira?" (Sem duplo sentido, por favor)

Bizarro.

segunda-feira, 17 de novembro de 2008

Filmes



Quando eu vi o trailer, confesso que não esperava tanto. Esperava um filme só "legal", mas me enganei.

Rock'n'Rolla (Outubro, 2008), de Guy Ritchie é um baita filme que apesar de não dizer nada, é atrante, tem cenas rápidas, engraçadas e que nos fazem grudar os olhos na tela.

A trilha é excelente, a fotografia é excelente, o inglês é excelente, e os atores... Todos lindos, perdidos e bagunçados. Ah, sim, excelentes atores.

A Isabela Boscov (um dos amores do Dalton) fez um comentário perfeito sobre o filme e vocês podem vê-lo clicando aqui.

Nem preciso dizer que esse filme fica na sessão "Eu recomendo", né?

Poesia de rodapé

Achei, sem querer, esse texto sem graça e não acabado no computador e, como há muito não posto por aqui, resolvi dar um ctrl+c ctrl+v.

Errante sou
e vou, aos poucos,
me encontrando
nos rostos tristes,
nas pinturas desfiguradas,
nas pessoas sem fé
em deus, em si.

sexta-feira, 14 de novembro de 2008

Tá criando teia, já.

sexta-feira, 31 de outubro de 2008

Testando

Estou testando o Twitterfeed.

segunda-feira, 27 de outubro de 2008

Futilidades femininas

Para continuar o assunto sobre as futilidades femininas, a Veja dessa semana acabou me inspirando a fazer um novo post. A matéria “Beleza. A perfeição é possível?” (29 de outubro de 2008, pág. 94) trata, justamente, os esforços que nós, mulheres, estamos dispostas a fazer.

“À medida que evoluem as técnicas de cirurgia plástica e outros tipos de intervenção facial, mais as mulheres se vêem enfeitiçadas pela possibilidade de ter um rosto mais bonito. Muitas chegam ao consultório do médico pedindo pelo nariz, boca ou olhos de uma celebridade da moda. Outras querem alterar várias partes do rosto, reparando o que julgam ter sido uma injustiça da natureza. (...)
Há um ensinamento no qual os médicos insistem nas conversas com os pacientes: o rosto mais bonito do mundo não precisa ser perfeito. O exemplo é Angelina Jolie (...) um perfeccionista poderá dizer que sua boca é exagerada pelos padrões de beleza clássicos. E é verdade. (...)

Até quando uma cirurgia é bem-sucedida ao reparar um nariz adunco ou um queixo pequeno demais, nada garante que a área retocada estará em equilíbrio com a totalidade do rosto. (...)

(...) Um software recentemente desenvolvido, (...) chamado de máquina de embelezamento, usa padrões de beleza consagrados para transformar os traços submetidos a ele através de fotografia. O computador analisa 234 detalhes em cinco regiões faciais - olhos, nariz, sobrancelhas, lábios e contorno do rosto. (...)

Gisele Bündchen teve, entre outras mudanças, os olhos alongados e os lábios reduzidos. Continuou linda, mas seu rosto perdeu boa parte da personalidade que possui.(...) Muitas vezes, a primeira coisa que uma pessoa tem a perder quando se submete a uma transformação é a própria personalidade.(...)”


Vale a pena conferir a matéria e ainda ver o antes e depois dos artistas que passaram por esse programa. Entre eles, estão Gisele, Angelina Jolie e Brigitte Bardot que ficaram totalmente desfiguradas depois de passar pelo software.

Como, por muito tempo, eu quis ter um nariz menor, achei interessante a tabela que eles fizeram sobre Fantasia x Realidade. Com uma rinoplastia é possível ter um nariz menor, porém, “em muitos rostos o nariz pequeno altera o equilíbrio da face, deixando a impressão de que os olhos estão muito próximos”.

Termino o texto com a frase que o cirurgião plástico Luiz Victor Carneiro disse nessa mesma matéria e que a gente precisa lembrar com mais frequência:

“A padronização pode diluir os pontos fortes de uma mulher. Cada pessoa tem os seus. O segredo da beleza está em valorizar esses pontos”.

sexta-feira, 24 de outubro de 2008

Pensamentos Aleatórios




Não sou de falar muito, não. Sempre acho que as pessoas que tem pouco a dizer ficam tagarelando sobre o imenso vazio de suas vidas e tornando em grandes, pequenos fatos. Ainda por cima, falam sem ao menos saber se alguém quer ouvir.

Num dia desses, no caminho pro trabalho, no ônibus, fiquei uma hora e quarenta minutos ouvindo uma mulher queixar-se de seu marido. “Porque fulano não faz nada em casa e ainda reclama das coisas que faço...”, “Outro dia, você acredita que ele teve a coragem de dizer que estava cansado da vida que estava levando? Como se eu estivesse muito sastisfeita (sic) em estar ali, naquela vida miserável que ele me dá...”, “Porque homem que é homem não deixa a mulher em casa e sai beber com os amigos do trabalho...”.

Se eu estivesse num dia comum, essas baboseira toda teria me irritado. O problema é que eu acordei com o pé esquerdo e tudo tomara uma proporção muito maior com aquele calor de quase 40° em um ônibus lotado. Cheguei a pedir a Deus que me desse a paciência que os bons tem. Mas, nada. E nem O culpo. Não faço nada além de pedir milagres nesses dois últimos anos. Mas eu já estava no meu limite. Ficava olhando pela janela na esperança de estar próxima ao meu ponto. Nada também.

Antes que eu começasse a arrancar os cabelos da cabeça, a amiga que estava com ela a aconselhava, em vão, a tomar alguma atitude. Começou a listar as coisas “maravilhosas” que o marido fazia para agradá-la, como mandar flores e chocolates no trabalho, preparar uma janta especial e levá-la a lugares diferentes sempre que a via meio cabisbaixa.

Sem entender nada, a história da primeira mulher começou a mudar. De repente. O marido não era tão vilão, nem ela tão mocinha. O último flash de memória que tenho, ela estava falando de posições sexuais que eles vinham experimentando. Acho que foi demais para minha cabeça. Quando percebi, eu estava descendo do ônibus 3 pontos antes do planejado. Queria me jogar ali daquela ponte quando me dei conta que aquela voz se foi com o ônibus lotado.

Comecei a caminhar e lamentar pelos que ficaram.

Futilidades femininas



Quando alguém me pergunta: "Até onde valem os sacrifícios para se manter bonita?", sempre acho que vale tudo. Não tem nada mais desagradável que uma mulher mal resolvida com ela mesma. Ainda mais quando somos tão suscetíveis à oscilações drásticas de humor.

Porém, neste fim de semana último, fiquei um tanto quanto decepcionada com os esforços que fiz para ficar bonita para meu aniversário. A depilação deixou minha pele empipocada, a pedicure me deixou um dedo infeccionado (que ainda está em processo de cura) e o dentista insistiu que não era necessário anestesia porque a cárie era superficial (mentira porque doeu). Estou dando graças por não ter conseguido marcar um horário no cabeleireiro e saído com um corte à lá Britney-Spears-atacando-paparazzi-com-guarda-chuva.

De qualquer forma, nós, mulheres, relutamos em aparecer em público de forma deplorável (conhecido também como "da forma que a natureza quis") mesmo que custe algumas dores ou noites mal dormidas. O importante é sair bem na foto e mostrar pra todo mundo que a cada ano que passa, ao invés de envelhecermos, nós ficamos cada vez mais bonitas.

terça-feira, 30 de setembro de 2008

Depressão de merda

Penso no quão eficaz seria minha queda aqui do 14º andar. Olho para baixo todas as noites na esperança de, um dia, ter o mínimo de coragem para acabar com toda essa tristeza, ou com essa pouca felicidade. Se a vista não fosse tão maravilhosamente linda e o vento incrivelmente gostoso, acho que eu teria mais motivos para ter pulado logo, de uma vez. Penso também na Kiki, aquela gata pulguenta que ninguém quer, que faz questão de passar em baixo das minhas mãos quando estou jogada no sofá e ronrona como se quisesse dizer alguma coisa. Se eu tivesse com quem deixá-la, alguém de confiança, seria mais fácil pular. Se bem que, se me garantissem que do lado de lá eu poderia continuar fumando meu baseado semanal, eu nem pensava duas vezes. O único problema em deixar esse mundo é não poder mais assistir filmes comendo pipoca. Não sei quem inventou isso, mas é uma combinação perfeita. Assim como vodca com energético, conhaque e licor de cacau, café e cigarro, preto e branco, arroz com feijão... Me bateu uma fome, acho que vou jantar.

segunda-feira, 29 de setembro de 2008

Conto sem nome ll

Na realidade, esse conto seria um dos contos que Olívia escrevia para o tal jornal. Como esse conto já estava digitado e guardado na memória do meu celular, resolvi postá-lo para poder, enfim, apagá-lo de lá.
Vamos ver no que dá.


Numa tarde de um sábado qualquer de julho, Marieta senta-se numa cadeira de madeira trabalhada na sua cafeteria favorita. O sol quase ausente e o frio seco fazem parte do enredo do inverno interiorano. Marieta gosta desse lugar porque pode avistar as pessoas passando com pressa, os carros escassos, as árvores dançando de um lado para o outro e Francisco, que quase sempre passa por ali. Quando não o vê, as outras coisas perdem o sentido.

Marieta é uma das poucas mulheres que ficam elegantes quando seguram um cigarro entre os dedos das mãos delicadas. Os funcionários a conhecem e logo trazem o expresso acompanhado de água com gás e sequilhos. Ela devaneia enquanto degusta lentamente o café. Teria ela coragem para dizer a Francisco o quanto e como o desejava? Claro que não, mas deveria. Quando menos esperava, ele acena. Ela retribui. Geralmente as coisas terminam por aí, mas hoje ele a surpreende e vai até a mesa. Pergunta como está a família e senta-se à mesa. Ela diz que está tudo bem, pergunta como ele está e se arrumou uma namorada. Ele está bem e solteiro, como de costume.

Em sua última conversa com ele, sentiu uma certa reciprocidade afetiva, o que lhe aguçou ainda mais a vontade de experimentar aquilo que tanto a atormentava por tantos anos. Passara dias e noites pensando nas raras e doces palavras de Francisco, que costumava ser seco ou espalhafatoso demais. A conversa começa a ficar quente enquanto o café esfria. Ele segura suas mãos frias e pergunta o que ela faria se houvesse uma chance de ficarem juntos. Com dor no peito, ela diz que nada pode fazer, já que é casada. Deixa claro que não lhe falta desejo, mas tinha princípios. Ele sorri. Ela tenta retomar o ar que sumira do peito. Conversam alguma coisa sem importância e, quando estão saindo, Francisco segura-lhe a mão e diz que achou uma boa resposta, mas queria fazer-lhe uma proposta. "Se a tomasse em meus braços e fingíssemos que estamos naquele passado, isso não faria de ti uma adultera, faria?". Ela pensa, mas só um pouco que é pra razão não interferir e sorri.

Quando percebe, estão na casa dele, beijando-se ardentemente. Francisco acaricia-lhe o rosto, o colo, os seios, as pernas escondidas pelo vestido. Despe-a lentamente e a acaricia novamente, desta vez, com a ponta da lingua explorando todas as curvas de seu corpo. Marieta empurra com os pés as cadeiras que compõem a mesa da cozinha e ali se amam, sem tempo de chegar ao quarto.

Quando retoma a consciência novamente, olha para o relógio e começa a se arrumar. Despede-se rapidamente e, na volta, passa no colégio para buscar sua filha, Luana. Vai para sua casa, beija Fernando e vai banhar-se, para lavar o corpo e a alma.

Conto sem nome

Como sempre, o assunto acabou antes de nos acostumarmos com a presença do outro. Eu sei que é difícil estabelecer uma conversa com alguém que raramente vemos. Mas podíamos, ao menos, fazer um esforço. Mas não, fazemos questão de ficarmos numa posição tão constrangedora que dá vontade de sair correndo. Mas a etiqueta nos impede e ficamos ali, observando as pessoas normais passando, conversando. Abro a bolsa, pego um cigarro e encontro uma ótima desculpa para sair dali. Enquanto subo as escadas do casarão, ouço ele chamar meu nome. Hesito em olhar, mas o casal que desce as escadas fazem o não-favor de me avisar. Olho para trás e ele aperta o passo e vai comigo até a varanda. Ofereço um cigarro e ele aceita. Quando vou acendê-lo, ele toma meu cigarro e me beija. Beija lento e quente, passa as mãos em meus cabelos e depois por todo o corpo. Não sei que diabos estou fazendo, mas não há tempo para pensar nisso agora. Penso apenas em como sairemos dali e iremos para um lugar mais reservado, mas sem concluir um pensamento sequer. Quando percebo, estamos nos consumindo ali mesmo, na varanda, no parapeito. É estranho como você sente que alguma coisa vai dar errado. Abro os olhos e ali está ela, sua esposa, estática, prestes a cair em prantos. Fico sem voz, sem forças para fazer com que ele veja o que eu estou vendo. Não era preciso, ele deve ter sentido o mesmo que eu e olhou para trás. Não havia nada a ser dito ou feito. Pego minha bolsa, o cigarro que estava no chão e vou embora.

terça-feira, 23 de setembro de 2008

Conversa de botas batidas

- Mas, você tem certeza de que está tudo bem?
- Tenho, sim. Por que?
- Estou te achando um pouco triste. Sei lá. Há uns tempos atrás você parecia mais feliz. Hoje, olho pra você, e só vejo tristeza.
- Impressão sua. Nunca estive melhor.
- Esteve, sim. Você pode não estar triste, mas, melhor, já esteve. Nem senso de humor você tem mais.
- ...
- Tá vendo. A única coisa que você tem hoje é uma armadura, dessas bem pesadas, escondendo alguma coisa que não sei o que. E nem o por quê. Acho estranho alguém não querer ser feliz.
- Mas eu sou feliz.
- É nada. Você é, no máximo, alegre. Alegria quase forçada para esconder esse mar de tristeza que toma conta dos seus olhos. Felicidade passa longe de você. Mas, enfim, cada um sabe o que faz com sua vida.
- É...

segunda-feira, 15 de setembro de 2008

Pensamentos Aleatórios

Nunca comentei sobre minhas inseguranças com ninguém porque sou inseguro. Costumo achar que minhas fraquezas serão usadas contra mim a qualquer momento. Por conta disso, nunca falo nada além do necessário. Se insistem, desvio a conversa. Nestes dias últimos, uma das minhas crias têm me atormentado, quase que frequentemente, impossibilitando-me de escrever qualquer coisa. Não conseguia sequer fazer a lista de compras do mês. Estava receoso até para assinar a folha do talão de cheques. Uma vez me disseram que era necessário ler, ler muito. Só assim eu saberia escrever direito. Não o fiz, já não gostava muito da minha caligrafia mesmo. E escrever me deixava sonolenta, assim como ler. De castigo, Deus me enviou os devaneios que permeiam meu universo. Tudo é tão fascinante, que tenho vontade de contar pra todo mundo o que eu vejo, sinto. Mas não sou de conversar muito, como já disse. Digo o que é necessário porque, quando criança, minha mãe disse que Deus nos deu uma boca e dois ouvidos para que ouvíssemos mais e falássemos menos. Restou-me escrever. E então percebi que não sabia fazê-lo de forma tão encantadora como muitos o fazem. Juro que me esforço, mas nada sai. Só uma meia dúzia de palavrinhas medíocres e lágrimas sem fim. Aí vem a dor na cabeça, na consciência, no corpo, na alma. Queria entender de onde resgato essas criaturas de tempos em tempos. E, vasculhando lá no fundo da minha memória curta, lembro de meu filho dizendo: "...E o pai do 'fulano' é tão inteligente, fico encabulado quando precisamos conversar. E os textos dele, então? Escreve feito poeta." É... Filhos. Se eles soubessem o desgosto que eles nos dão também.

sexta-feira, 5 de setembro de 2008

Olívia não brilha MESMO

Cansei desse conto imbecil.

Blog esquecido por tempo indeterminado.

quinta-feira, 4 de setembro de 2008

Poesia de rodapé

Já não vejo mais o brilho de seus olhos,
nem aquele sorriso tímido,
nem sinto o calor evolar-se de seus abraços,
ou vida em suas palavras.

Talvez ela tenha cansado
de me esperar,
de me dizer coisas
e ter atenção.

Talvez ela tenha desistido
de me fazer entender
que precisa de muito pouco
pra me amar,
pra ser feliz.
Talvez tenha desistido de mim.

segunda-feira, 1 de setembro de 2008

Poesia de rodapé

Quando ela corre em minha direção
com os longos cabelos negros cobrindo-lhe o rosto,
contagio-me com sua alegria sem fim
Como num dia cinzento em que ela me acorda
me enchendo de beijos.
Se contenta com tão pouco,
quem me dera se eu fosse assim.

Quando na rua caminhamos
toda a atenção volta pros olhos dela
Não poderia ser diferente,
já que toda beleza se resume nela.

Quando ela come com sua voraz fome
me faz sentir pena de mim
que há tempos não como assim,
já não lembro mais o nome.

Quando ela dorme a paz que ela sente
quando sonha com seu dia feliz.
Me aperta o peito em saber
que seu sono é leve e que
quando me movo ela acorda
e me agrada
de todas as formas que encontra.

Ela não sabe dos problemas do mundo,
que sorte ela tem
Já que tomo para mim
toda a desgraça das notícias dos jornais.
Sua ignorância é bela e toda ela
faz do meu medíocre dia, um dia mais feliz.

Olívia não brilha - Capítulo VIII

Parte VIII


"Pontual" diz ela enquanto abre o portão. "Não costumo me atrasar quando me comprometo" responde ele. Ela abre o portão, eles se cumprimentam, dessa vez, com um beijo no rosto. Otávio traz vinho e alguns aperitivos e ouve Olívia falando: "Tinha certeza que você era um homem que gosta de vinhos". Fica sem entender, mas não pergunta o por quê. Atravessam o jardim e vão até a cozinha. Olívia pega uma taça, seu copo preferido e seu conhaque. "Fará desfeita com meu vinho?" pergunta Otávio. "Não sou muito fã de vinhos..." responde ela tão baixo que quase não se ouve. "Esse é um vinho especial, tenho certeza que gostará" a interrompe. Mesmo não gostando da idéia, nem do tom superior de Otávio, ela aceita. Pega outra taça, ele a serve. "É, não é de todo o mal" admite ela. "Sabia que você gostaria" diz ele.


Vão até a sala e o silêncio gritante toma conta da casa. Otávio olha-a de forma que a deixa incomodada. "E o que você faz da vida, Otávio?" tenta quebrar o silêncio. Otávio é arquiteto e ao dizer isso, eles desencadeiam uma série de conversas. Falam sobre decoração, sobre jardins, sobre quadros, pintores, poetas e músicos. "Adoro o Chico" se empolga Olívia e fala mais alto que de costume. "Nossa, com esse entusiasmo, você deve gostar muito dele" diz Otávio sorrindo. Ela levanta-se e coloca o vinil para tocar. Perde alguns segundos admirando a música e pergunta: "E tem como não gostar?". Ele concorda enquanto seu celular toca. "É minha namorada", diz. Atende o telefone e vai em direção ao quintal. Olívia deita-se no sofá, cantarola e acende um cigarro. Ele volta e se desculpa pela saída repentina. "Não há problema nenhum."


Quando ele volta, Olívia está deitada no sofá, dormindo com leve sorriso no rosto. Resolve não acordá-la. Deita-se no outro sofá e acaba dormindo também.

sábado, 23 de agosto de 2008

Pensamentos Aleatórios

Pra quem pensa que esses pensamentos começaram com este blog, está muito enganado. Achei um texto que escrevi quando viajei pra Brotas, com o pessoal da minha sala. O ano foi 2003, eu estava no 3° colegial e achava que era importante escrever baboseiras. Não mudei muito de lá pra cá, nem a forma infantil de descrever fatos que nunca foram falados. Espero que gostem.



Penso sozinha, olhando para esse lago tão calmo que mais parece um espelho. Devo-lhe desculpas por te esquecer, tão facilmente, da noite para o dia. Ou seria do dia para a noite? Desculpo-me por esquecer-te e não derramar uma lágrima sequer. Nem fria, nem quente. Nada. O coração bate no peito normalmente. Sinto um certo constrangimento por não me lembrar de nenhum momento que valha a pena ser reconsiderado para não tomar a atitude que tomarei. Deixo-te sem maiores explicações, mesmo porque, não há o que explicar. Acordei e senti que minha vida é outra, em outro lugar, com outra pessoa, com emoções fortes, com amor intenso e verdadeiro. Com café e cigarros que, num certo momento, prometi que não o faria mais. Confesso que menti quando prometi tal façanha. Mas, por isso, não me desculpo. Tantas coisas passam pela minha cabeça até que sou interrompida pelo meu professor de geografia perguntando se estou bem. "Nunca estive melhor" respondo sem qualquer tipo de remorso. Termino o cigarro, deito no colchão estendido sob as estrelas que resolveram brilhar intensamente essa noite. Durmo o sono dos justos. E por que seria diferente?

domingo, 17 de agosto de 2008

Pensamentos Aleatórios

Faz calor, faz frio, faz um mar revolto de sentimentos inexpressáveis que tento descrevê-los com o maior número de palavras possíveis. Já não me preocupo mais com palavras bonitas e conexas. Quero mais é que se dane. Mesmo porque, são 06:06 da manhã e estou insone, olhando a lua gigantesca, quase explodindo, no céu que começa a clarear, lentamente. No quarto, ele dorme feito anjo caído. Queria abraçá-lo, mas isso o acordaria, e isso eu não quero. Seria injusto e delas, o mundo está repleto. Faz mais frio que calor, tenho mais certeza do que sinto. Saudade.

quinta-feira, 31 de julho de 2008

Olívia não brilha - Capítulo VII

Parte VII


Olívia sentia-se inspirada para escrever uma nova história. Não escreve tanto assim desde que começou a trabalhar no jornal. E não escrevia porque queria, mas porque precisava entregar todas as histórias no começo do mês. Com o tempo, ganhou a confiança do chefe e como ela mesma revisava os textos, começou a entregá-los, um a um, semanalmente, no sábado de manhã, um dia antes de serem publicados.


Era quinta-feira e ela já tinha dois textos prontos. Decidiu tomar banho e arrumaria a casa assim que ela mesma se sentisse mais limpa. Abriu o chuveiro e deixou a água esquentando. Enquanto despia-se, olhou-se no espelho e viu que não mudara nada desde seus 15 anos. Já estava prestes a fazer 24 e nunca sentiu-se mulher feita. Os olhos eram os mesmos grandes olhos azuis desconfiados, a pele ainda pálida com algumas sardas, os cabelos longos e negros como a primeira vez que os pintou, com 14 anos. Mudava constantemente a coloração das madeixas, mas gostava delas negras. Tinha os mesmos 1,60 metro de altura, pesava os mesmos 50 quilos, calçava os mesmos 35, vestia o mesmo manequim 38. Nada mudou, apesar de tantas mudanças. Demorou no banho, tentava lavar a imagem inocente e assustada que acabara de ver.

Foi para o quarto, vestiu-se com seu vestido de seda azul, sapatilhas peroladas combinando com o casaco que comprou na Argentina e que finalmente poderia usá-lo, maquiou-se, arrumou os cabelos, o quarto, a sala e foi até a cozinha. A campainha toca. São 20:00. "É Otávio" pensa.

terça-feira, 29 de julho de 2008

Olívia não brilha - Capítulo VI

Parte VI


Olívia é conservadora, cheia de princípios. Nunca faz nada que saia dos conformes, exceto beber durante o dia. É o máximo da rebeldia de Olívia. Nunca traiu, mentiu sobre coisas graves, roubou ou matou. Tinha medo de sentir-se encurralada como quando tinha 16 anos e fumou maconha pela primeira vez. Quando chegou em casa, nada lhe tirava da cabeça que ainda exalava o cheiro da erva, mesmo depois de se perfumar, comer e ouvir a amiga falando mais de cinquenta vezes que estava tudo bem. Ao encontrar com seus pais, Olívia sentia que estava escrito na face o crime que havia cometido e se entregou, antes mesmo de seus pais fazerem qualquer tipo de pergunta. Enfim, Olívia fazia tudo certo, nada errado. Contudo, em suas histórias, fazia questão de libertar o lado transgressor que ela mesmo desconhecia. Seus personagens praticavam crimes hediondos, faltava-lhes caráter, escrúpulos que ela compensava com o amor, o romance. No fundo sabia que era a forma segura de cometer delitos, sem fazer mal a ninguém, sem mentir, sem se sentir incriminada. Adormeceu.

No dia seguinte acordou com a campainha. Era Otávio. Olívia vai até a varanda e sorri sem vontade. Odeia que a acordem assim, de repente. "Trouxe um café especial pra você" gritou ele lá de baixo. Ela faz um sinal para que ele espere um pouco. Vai até o banheiro, lava o rosto e desce. Caminha até o portão numa garoa gelada, sente frio. Abre o portão e o cumprimenta com um aperto de mãos. "Ainda estamos nessa fase?" pergunta ele que dá-lhe, de surpresa, um beijo na bocheca. "Já nos apresentamos ontem, hoje já somos amigos. Superamos a fase do aperto frígido de mãos". Olívia fica meio atrapalhada, ainda está sonolenta, mas sorri porque sente que deve fazê-lo.

Sem mais, Otávio convida-se para preparar-lhe o café mais tarde, já que agora precisava ir trabalhar. "Venho às 20:00 horas, combinado?"

terça-feira, 22 de julho de 2008

Pensamentos Aleatórios

Acalanto

Acorda,
olha ao lado,
ela está cá
porque lá
é longe.
Está perto
e sente, decerto
respirar.
Irrequieta é acalmada
com o toque
das mãos
nos cabelos.
Beija lento
e a língua quente
passeia pelas curvas,
todas elas.
Ainda dormindo
um pouco acordada
ela sorri.
Se entrelaçam
e forte se abraçam
como se o próximo segundo
não fosse chegar.

Olívia não brilha - Capítulo V

Parte V


Olívia aproveita pequenos acontecimentos para escrever seus romances, o acontecimento de hoje certamente se tornaria um deles. Não porque achava que ali tinha algo de romance, mesmo porque ela não via romance em lugar algum, mas porque o café lhe pareceu um marco em sua vida adulta e precisava ser registrado. Senta-se na cadeira de balanço com seu caderno e sua caneta e começa a rascunhar palavras.


“Conhaque”, pensa. Desce as escadas, pega o conhaque e deita-o sobre seu copo preferido. Está frio, ela se enrola num cobertor e vai até o jardim segurando o copo e o cigarro na mesma mão. Pensa em várias coisas, lembra-se de acontecimentos, imagina coisas que poderiam acontecer e logo nasce o romance que será publicado na próxima semana. Deita-se na grama úmida e fria e imagina a história várias vezes. Olívia não sente mais frio, sente um formigamento gostoso no corpo todo e sorri. Levanta-se, toma banho, deita-se em sua cama com computador e digita a história. Lê, relê, arruma e envia para o jornal.


Olívia costuma queixar-se sobre a falta de tempo, mas é uma das poucas coisas que não lhe falta. Só precisa ir até o jornal uma vez por mês, que é quando precisa assinar um documento para receber seu pagamento. Nos outros dias, Olívia não faz nada mais além de inspirar-se.

sábado, 5 de julho de 2008

Só para esclarecer

O conto da Olívia volta só quando der vontade. Já adianto que 12 capítulos estão prontinhos, só aguardando minha vontade de postar.

Semana que vem vou pra Piracicaba e talvez eu atualize o blog de lá, mas não garanto nada.

Sem mais.

terça-feira, 1 de julho de 2008

Soltando os cachorros



Não consigo esconder ou ignorar minha insatisfação com a Anhembi Morumbi. Desde que descobri que queria fazer moda e que descobri que a Anhembi era uma das pioneiras desse curso no país, sabia que lá era meu lugar. Demorou, mas cheguei, mas, tenho que confessar, a cada semestre aumenta uma decepção com alguma coisa absurda que eles fazem.

Como se já não bastasse a mensalidade aumentar assustadoramente a cada semestre e, nesse mesmo tempo, aparecer um coordenador novo, as normas que a faculdade cria são assustadoramente imbecis. Os professores são pouco profissionais, a central de atendimento ao aluno sempre dá orientações equivocadas fazendo com que façamos mais de uma vez a mesma coisa, o setor de bolsas é impressionantemente incopetente e desorganizado. Desorganizado é a palavra. A universidade toda é assim. Falta administração, falta comprometimento e falta bom senso.

Acho inaceitável uma universidade não ter um telefone onde eu possa ligar para resolver algum problema, ou um site que funcione ou professores que atualizem nossas notas e faltas com frequência. Acho inadmissível uma universidade avaliar os alunos pela presença em sala de aula ao invés de avaliá-los pelo rendimento e pelo que ele poderá proporcionar à própria universidade. Como eles pretendem formar profissionais qualificados se a estrutura é falha?

À Anhembi Morumbi, a "Única Universidade Global do País", como eles tanto se orgulham em dizer, fica uma citação de Jane Goodall que se encaixa perfeitamente com a situação: "Pense globalmente, aja localmente".

segunda-feira, 30 de junho de 2008

Olívia não brilha - Capítulo IV

Parte IV

Acaba se rendendo ao cheiro que toma conta da casa e experimenta o café de Otávio. Acende um cigarro e ele a acompanha. Ele fica em silêncio por alguns segundos esperando que ela opinasse sobre o café. “Tenho que confessar que é o melhor café que tomo desde que minha avó morreu” diz Olívia com um sinceridade que há muito não fazia. Ele sorri. Aproveita essa brecha para fazer perguntas à Olívia. “Mudou-se para esse bairro por que?”. Ela pensa enquanto degusta o café. Aprendeu que para sentir o gosto das coisas precisa mantê-las na boca por um tempo. “Gosto daqui. Desde que mudei para essa cidade procuro por um lugar que se pareça com o lugar que vivi quando era criança. Em um dos meus passeios pela cidade, passei por aqui e me encantei. Não mudei antes porque não recebia o suficiente para alugar uma casa aqui e continuar comprando sapatos. Quando pude fazer os dois, não hesitei”. Acabou, sem querer, aumentando a conversa e o incentivando a perguntar mais. “O que você faz da vida?” perguntou Otávio curioso. “Faço muitas coisas sem importância e poucas com relevância. Escrevo romances para uma coluna no jornal da cidade, vou ao teatro, ao cinema e pretendo escrever um livro”, tenta encerrar por ali a conversa, mas ele quer saber mais. “Romances, adoro romances”. “Claro que adora, todos adoram romances” diz com uma ironia que o deixa desconfortável. “Como assim?” indaga. “As pessoas gostam de romances porque eles narram uma história de impossível acesso” diz Olívia. Ele ri, ela não gosta. “Talvez não aconteçam com você, mas acontece com a maioria das pessoas normais. Por isso elas gostam de romance, porque se identificam...” tenta explicar à Olivia. Ela está para poucas palavras agora, menos do que costuma estar e não fala nada. Acha melhor não destratar uma visita ainda mais depois de ter tomado um café tão bom. “Gosta de animais, Olívia?” tenta mudar a rota do assunto. “Sim” responde monossilaba. “Por que não tem nenhum, então?”. “Não tenho tempo para cuidar de um animal, acho absurdo alguém ter um animal por ter e trabalhar o dia todo, sem dedicar uma parte do tempo para ele” responde baixo e lentamente.

Otávio acha bonito essa calmaria que ela passa. Está tão acostumado com a correria, com pessoas gritando e xingando que se sente num mundo totalmente paralelo ali, ao lado de Olívia. “Tem família ou namorado aqui?” ele pergunta. “Aqui não, minha família mora em outra cidade” responde Olívia deixando no ar a resposta sobre o namorado. Olívia tem um problema grave de achar que as perguntas são feitas com segundas intenções e, quando realmente tem ,ela não sabe como se portar. “E namorado?” pergunta ele sem ligar em parecer inoportuno. “Se não tenho tempo para cuidar de um animal de estimação, como teria tempo para aventuras amorosas?” Olívia sempre responde com uma pergunta quando não sabe o que dizer. Eles se calam, ele enche a xícara de Olívia com mais café. Ela não queria mais, mas não recusou. Ele olha no relógio e diz que precisa ir embora e que tinha sido um prazer conhecê-la. Ela diz que foi recíproco e que espera vê-lo novamente. Acompanha-o até o portão e se despede.

domingo, 29 de junho de 2008

Filmes


Hoje eu estava mudando de canal frenéticamente, procurando por alguma coisa que me interessasse e acabei colocando num canal onde estava começando um filme. Drama/Mex é o nome do filme. Acho que nem preiso falar muito mais sobre ele. Filme feito em 2006 pelo diretor Gerardo Naranjo.

Até agora eu não sei se eu achei o filme bom ou ruim, sei que não consegui parar de assistí-lo. Típico filme com putaria, pouca história, cenas confusas, pessoas suicídas. Mas me encantei com uma das atrizes. Diana Garcia é o nome dela. Linda. Pegaria fácil. Sim, é ela na capa do filme acima e não em uma de suas melhores fotos, mas pegaria mesmo assim.

Se vocês quiserem, dêem uma olhada nesse flickr e depois me digam se pegariam ou não.

Esse filme fica no marcador "Eu recomendo" mais por ela do que por qualquer outra coisa.

sexta-feira, 27 de junho de 2008

Olívia não brilha - Capítulo III

Parte III

Ainda não conhecia ninguém da vizinhança até aquele momento em que encontrou Otávio. Ele falou bastante durante aquelas duas quadras e quando chegaram ao portão de Olívia, ela o convidou: “Aceita uma xícara de chá?”. Não esperava que ele aceitasse, mesmo porque, ela se achou pouco receptiva durante o trajeto, mas não era por mal, sentia-se cansada demais para acompanhá-lo na conversa. “Aceito se eu puder fazer um café”. Olívia não estava acostumada com intromissões, mesmo porque, há muito tempo ela vinha construindo aquele muro imaginário que a separava das pessoas.

Ficou sem reação e sentiu enrubescer-se. E entraram. Nunca foi boa anfitriã, mas decorava a casa da forma mais acolhedora e aconchegante possível para não precisar se preocupar muito com isso. Otávio foi até a cozinha e começou a preparar o café. Olívia não é de falar muito, acredita no ditado que deus deu uma boca e dois ouvidos para que falássemos menos e ouvíssemos mais. No mais, Olívia não tinha muito a dizer e quando dizia, o fazia muito baixo e devagar, como se precisasse de um grande esforço para falar meia dúzia de palavras. Mas se encantava com quem falava bastante, assim não se sentia forçada a puxar assunto nem continuar uma conversa sem graça. Otávio continua falando. Fala que é dono de uma cafeteria, que ele faz o melhor café que já tomou, que ela deveria experimentar, que não imaginava o mundo sem café. Se pergunta como alguém pode não gostar de café. Olivia responde lentamente: “Não falei que não gosto, falei que prefiro chá. Não sei fazer um bom café”. Os olhos de Otávio brilham enquanto ele diz: “Então faço questão de que você experimente o meu café. Garanto que você não viverá mais sem ele”. Ela esboça um quase sorriso.

quarta-feira, 25 de junho de 2008

Olívia não brilha - Capítulo II

Parte II

Se apresentou: “Olá, sou Olívia. Obrigada pela cesta”. Olívia já o vira várias vezes pela janela do seu quarto. Vê sempre chegando com uma mulher muito bonita, mas que vai embora no meio da madrugada. Olívia não é de se importar com a vida dos outros, mas ela tem passado tempo demais na varanda e, como não é cega, testemunhou esses acontecimentos sem relevância.

Ele se ofereceu para ajudá-la a levar as compras e não esperou uma resposta. Já foi ajeitando as sacolas nas mãos e a acompanhou até em casa. Olívia costuma ser tão gentil que chega a ser incômodo. Ela mesma não sabia se essa gentileza toda era sincera e já tentara ser diferente, mas acabou deixando pra lá, como costuma fazer sempre. Acabou chegando a conclusão de que essa é ela, uma das poucas certezas que tem a respeito de si. Deixou que ele levasse as sacolas mesmo detestando que façam coisas assim por ela.

Ela mudou-se para esse bairro gostoso tem poucos meses, desde que recebeu um aumento em seu trabalho. Escreve uma coluna semanal sobre romance no jornal da cidade, mas não bota fé em nenhuma das histórias. Olívia acha que as pessoas se encantam com suas histórias porque são inatingíveis, improváveis que aconteçam. Mas o faz porque quer se dar ao luxo de ter sapatos. É amante de sapatos. E chás importados. E revistas de moda. Ao contrário do que todos pensam de alguém solitária, como Olívia, ela faz questão de estar sempre bem vestida, com unhas feitas, as madeixas mudam constantemente de cor e corte e os sapatos, “ah, os sapatos” diria ela suspirando. Sempre impecáveis. Ela costuma dizer que se arruma pra ela, que pouco importa se alguém a verá ou não, se alguém gostará ou não do que ela está vestindo. Deve ser mais ou menos por aí mesmo. Olívia vai ao teatro, ao cinema e, de vez em quando, sai com os amigos de longa data que moram em outra cidade, mas que a visitam sempre que podem. Mas não muito. Desde que mudou-se para aquele bairro, ela tem saído ainda menos. Vai ao mercado e à locadora que são muito próximos de sua casa.

segunda-feira, 23 de junho de 2008

Olívia não brilha - Capítulo I

Parte I

Olívia não sabe expressar o que sente. Ela se senta na cadeira de balanço de madeira e passa horas tomando chá e pensando na vida. Estava cansada de muitas coisas, mas estava mais cansada de guardar pra si o que sentia. Estava cansada de morar sozinha, de fazer o almoço em quantidade para uma pessoa, de ler o jornal tomando o chá sem açúcar. Faltava açúcar. Não só no chá, mas na vida.

Decidiu vestir-se e ir até o mercado comprar torradas, conhaque, cigarros e dignidade, mas esta última não achou nas prateleiras. Na fila do caixa, alguém lhe oferece um cesta para que ela pudesse acomodar suas compras. Antes que ela respondesse que não precisava, ele se apresentou estendendo-lhe a mão: “Sou Otávio, seu vizinho”.

Olívia sempre gostou desse nome, Otávio. Não sabia ela se era porque começava com a letra “o”, se era por ter três sílabas ou se era pelo simples fato de combinar com seu próprio nome. No mais, ela já tinha escolhido o nome Otávio para ser o nome de um dos seus filhos desde que era criança. Agora nem pensava nisso mais, já tinha até esquecido que era uma mulher fértil, na flor da idade. Olívia se sentia vazia por dentro. Por fora, o sobretudo bege por cima do vestido de cetim verde-musgo e sapatos de salto alto a fazia parecer estar em qualquer outro lugar, menos ali.

sexta-feira, 20 de junho de 2008

Férias

Enfim, acabou. Mais um semestre se foi e o próximo só começará a ser pensado em meados de julho. Até lá é descansar e aproveitar.

A agenda das férias já está praticamente feita. Piracicaba, Passos, Águas de São Pedro e depois a volta à capital paulista.

Talvez até as postagens desse blog voltem a ocorrer com alguma freqüência. Hoje, fica só o aviso de que estou livre da faculdade por mais de um mês. Vocês tem meu telefone ou meu e-mail, então, qualquer coisa, tô aí.

É nóis.

segunda-feira, 16 de junho de 2008

Texto Amigo

Pois é, depois de tanto tempo sem postar, eis que volto aqui para atualizar. Porém, não com um texto meu. Inaugura, hoje, o Texto Amigo e, como o nome já diz, será um texto bem interessante de algum amigo.

Pra dar aquela embalada na semana, principalmente para os que habitam a caótica cidade de São Paulo, segue, abaixo, um texto bem pertinente.


Welcome to the jungle.

De onde eu estou, consigo ver, tenho uma maior facilidade para discernir. Talvez, devido ao tempo em que me encontro preso aqui. Eu disse preso, não livre. Mas, apesar de cativo, sou mais livre do que muitos que aqui se encontram.


Sabedoria é a base de sua entrada, permanência é com certeza a chave da sua fuga. Eu sou um dos sábios que aqui circulam, pois posso sair a hora que bem desejar minha alma ou gritar meu corpo cansado.


Quando vier, venha preparado. “Nem tudo o que reluz é ouro e nem todo ouro reluz”, diz o ditado. Nem toda mulher é moça e, por mais desgraça que pareça, nem toda moça é mulher. Entre a opulência das grandes coisas caras que existem, a integridade é um luxo e a santidade é uma raça extinta. Se por acaso vier, que venha preparado. É sempre bem-vindo à selva, mas tome alguns cuidados que eu, por ser rei, os indico logo abaixo:


1 – Confie sempre no ser humano, mas desconfie de todas as pessoas.

2 – Acredite sempre no melhor, espere sempre o melhor porque o pior é coisa do cotidiano.

3 – Aprenda a ler um livro antes de folhear suas inúmeras páginas porque aqui seu tempo vale sua vida.

4 – Aprenda a apertar a mão das pessoas e olhar nos olhos pois relacionamento aqui é a verdadeira riqueza.

5 – “Bem-vindo à selva”, este é o slogan. Lembre-se que aqui, pra tudo, você é bem-vindo.

6 – Mas, lembre-se: “Nem tudo o que é bom faz bem e nem tudo que faz bem é bom”.

7 – Mais vale uma única mulher ao seu lado, do que muitas mulheres na solidão.

8 – Quando pisares nesta terra, tem somente duas opções. Repito, somente duas: Ser escravo do dinheiro ou escravizá-lo antes.

9 – Quando estiver frio, feche bem as portas. Quando estiver calor, feche MUITO bem.

10 – Quando estiver sozinho, não tenha medo pois o nome da multidão dos que habitam aqui é solidão.


Humildemente espero estar provendo os primeiros socorros com minhas rudes e sabias palavras porque, com certeza, aqui, você vai se machucar. Todos se machucam. Ferir-se ou não ferir-se não é a questão, mas curar-se é o ponto-chave. Quem se cura é livre, quem permanece ferido é escravo, simples assim.


Welcome to the jungle, pois ela vai te ferir, afinal, São Paulo é assim mesmo, machuca as pessoas. Acho bom você se curar pois aqui, você é sempre bem-vindo.


Texto por KING KONG


terça-feira, 3 de junho de 2008

Alucinações

E pode-se ver as cores das luzes na fumaça do ambiente. Vê-se as pessoas coloridas cada vez mais agitadas, contrastando com as paredes escuras.


Nunca soube se isso é pra mim, mas sempre sinto uma certa euforia em ouvir essas batidas mais altas do que meus ouvidos suportam, ritmando meu coração. Mas isso é segredo, não conto pra nenhum dos meus amigos. Mesmo porque eles nunca entenderiam, eles nunca vieram aqui.


Sempre fui desajeitada para dançar em público, mas aqui você faz a sua coreografia e está pouco se fodendo para o que as pessoas vão pensar. Aliás, aqui as pessoas não pensam. Não porque não são capazes, pelo contrário. Aqui as pessoas se libertam da rotina maldita e de todas as responsabilidades que enfrentam durante a semana. Acordam às 6 da manhã, vão para o trabalho, agüentam o meu-humor do chefe, almoçam em algum lugar nojento, saem às 6 da tarde, correm pra faculdade onde eles mal conseguem prestar atenção no que os professores dizem e só voltam pra casa depois das onze da noite. Aqui elas são e fazem o que querem.


E lá está ele de novo. No mesmo lugar que estava da última vez. Às vezes me pergunto o que ele tem que me deixa tão desconfortável. Até a pouco estava bebendo vodca com energético para ter energia suficiente para me acabar na pista. Agora estou sentada na cadeira do bar, bebendo água com gás, na falta de um café, para tentar voltar ao mundo real. Tudo isso porque eu sei que ele virá falar comigo e preciso pensar num jeito de mantê-lo interessado no que estou falando. Porque faço tanta questão? Boa pergunta.


O interessante é que pertencemos ao mesmo mundo. Nos conhecemos há séculos e quase nunca nos falamos. Eu quase posso dizer que somos a mesma pessoa. Somos tão parecidos que freqüentamos, escondidos dos nossos amigos, lugares como esse. Mas ele sempre me faz lembrar que gosto de Bad Religion, não importa onde estejamos. Somos tão parecidos que fico incomodada com o fato de me sentir desconfortável comigo mesma. Talvez seja esse o motivo de tamanho desconforto.



Texto do falecido mimmylove.blogspot, do dia 13 de janeiro de 2008.

Alucinações

Olha, eu sei que não está certo, mas vou apelar e postar alguns textos dos meus falecidos blogs.
Estou meio sem tempo e sem cabeça para criar novos textos, mas acho triste ver esse blog desatualizado.

O post de hoje é, na realidade, dos dias 18 e 20 de dezembro de 2007. Eu tinha dividido esse conto em duas partes, mas hoje coloco-o inteiro.


Fato é que eu não sabia exatamente onde eu estava. Não sei se por conta do que eu bebi ou do que eu fumei. Ela parece uma miragem. Sei que senti as mãos dela passando levemente em meu rosto e dizendo que estava tudo bem. Me abraçou de forma tão carinhosa que eu podia ficar ali, abraçando-a para sempre. Me sinto um pouco constrangido falando mas, por alguns segundos, senti que aquilo era o mais nobre de todos os sentimentos e era recíproco.


Fomos parar num lugar que não sei direito onde é, mas havia algumas pessoas conhecidas e um cheiro agradável pairava no ar. Sinto que já estive ali algumas vezes mas não sei se estava sóbrio. Aliás, não sei se hoje estou sóbrio.


Ninguém podia saber das minhas intenções, mesmo porque, ela já é comprometida, mas queria levá-la para um outro lugar onde eu pudesse contemplá-la sem ser punido.


"No fundo do recinto há um jardim" lembrei-me sem saber como, mas sabia o porquê. Convidei-a para ver os cogumelos que nasciam por lá e, não sei se por ingenuidade ou por segundas intenções, ela foi.

No jardim quase não ouvia-se a música e as conversas. Parecíamos estar num mundo paralelo. Ela, inclusive, mencionou ter visto um coelho branco atrás da árvore mas eu não conseguia tirar meus olhos dela.

Naquela escuridão, ela brilhava feito vaga-lume e suas expressões me lembravam as de uma princesa.


Agora ela me olha sorrindo e não sei o que fazer. Por alguns segundos me perco num sonho que há muito, vez ou outra, aparece em minha cabeça. Sinto um cheiro de cor-de-rosa que o vento parece trazer de longe e, de repente, ela me beija com toda a doçura que eu nunca pude imaginar existir. Ela tem o corpo todo macio e, como o cheiro, levemente cor de rosa. Vestida de púrpura, ela desliza sua mão e me empurra. Acordo.


Ela ainda está ali e me pergunta o motivo do meu sorriso. Antes que eu pudesse pensar numa boa resposta, ela me cala com seus lábios. Não sei se estou sonhando novamente mas, dessa vez, parece ser real. Sinto meu coração batendo mais forte enquanto minhas pernas ficam mais fracas. Pode parecer estranho um cara como eu dizendo essas coisas, mas me senti no paraíso. Quando ela se afasta, tento me aproximar. Ela se curva e começa a falar sobre cogumelos e suas diversidades. Cogumelos comestíveis, cogumelos tóxicos, cogumelos alucinógenos... Desse último ela falou com todo carinho. O quanto eles são importantes em rituais de diversos povos em todo o mundo. Ela parece tão certa de si que quase me esqueço que ela se afastou sem mais, nem menos.


Ouço algumas vozes se aproximando e são seus amigos. A luz do celular dela iluminava os cogumelos do jardim que, segundo ela, são os cogumelos alucinógenos mais conhecidos, chamados Psilocybe cubensis.

Ficamos um tempo conversando sobre isso até que ela disse que precisava ir embora. Eu não sabia o que fazer, não queria que ela me deixasse sem sequer explicar-se. E, enquanto eu pensava em alguma forma de pedir que ela ficasse, ela me pediu para que a levasse pra casa.


Antes de falar qualquer coisa, dei as chaves do carro para que ela pudesse ir dirigindo, afinal, eu mal sabia se estava nesse mundo. Nos despedimos de todos e fomos embora.


“Para onde vamos?” ela perguntou. De fato é uma boa pergunta quando precisamos ir para algum lugar, mas eu não sabia. Não sabia se ela queria ir para casa dela, ou para a minha, ou para outro lugar. Fiquei com medo de convidá-la para ir em minha casa e ela pensar que quero algo a mais. Apesar de querer, não é alguma coisa que precise acontecer necessariamente, não é uma prioridade. As coisas devem sair do jeito que ela quiser. Às vezes demoro tanto para responder suas perguntas e só percebo isso quando ela pergunta se estou bem. “Você está bem?”.


“Sim, estou. Vamos pra minha casa?”


Ela não responde como faz na maioria das vezes. Às vezes fico imaginando se ela fica pensando em coisas absurdas como eu. Mas nunca a interrompo, deve ser o momento divino dela com ela mesma e seria muita audácia, de minha parte, destruir um momento como esse. Queria que todas as noites fossem parecidas com essa. Só de pensar que tenho apenas essa noite para ficar ao lado dela, entro em pânico.


Quando me recupero dos meus devaneios, estou em frente à minha casa. A última vez que ela veio aqui, ficamos conversando coisas banais, relembrando os lugares que íamos mas não nos conhecíamos. Se eu pudesse prever o futuro, teria falado com ela daquela primeira vez que a vi, ainda uma menina, calçando um par de all stars e pulando enquanto a música rolava.


Abro os olhos e estou no meu quarto. Sinto aquele cheiro de cor-de-rosa e a procuro. Ela não está em nenhum dos cômodos da casa. Sinto-me perdido em relação ao tempo. Acredito, agora, que tudo não passou de mais um dos meus sonhos. Volto para o quarto e tento retomá-lo de onde parei, em vão. Ajeito meu travesseiro e, embaixo dele, uma carta.



Brindemos, hoje, às aventuras mais loucas, aos bares mais lúdicos e às conversas banais. Brindemos porque há motivos para comemorar, para celebrar o que os simples mortais chamam de 'sonho realizado'.


Façamos dessa nova etapa da vida mais que uma história a ser contada quando estivermos velhos, mas um momento para se orgulhar do que somos e fizemos.


Que suas noites de sono sejam as melhores noites de sono e os dias sejam tomados de um verde elétrico incandescente, banhado pela luz brilhante do sol. E, se isso não é divino, paixão, então não sei o que mais é.


Tenha uma boa vida.



De quem deseja-lhe as maiores virtudes e plena sabedoria.


Cor-de-rosa.”

sexta-feira, 16 de maio de 2008

Pensamentos Aleatórios

"Não tem nada pior do que chegar perto do fim de semana e as coisas começarem a dar errado. Começa com uma coisinha e logo vira um tornado, bagunçando de forma caótica todos os pensamentos e sentimentos.


Não, não é só a TPM que faz isso. Ela, por si só, não dá a conta de destruir crenças, estima e paciência. É preciso, sim, uma série de fatores para fazer uma semana tranqüila tornar-se, tão repentinamente, um dia catastrófico.


Maldita hora em que falaram que precisamos viver em sociedade, que crises são normais, que a paciência é uma virtude e que jogar os outros pela janela é crime.


Enquanto eu esperava um taxi, ontem à noite, no lugar mais nojento dessa cidade, pensei o quanto seria gostoso ser um eremita. Viver numa caverna no topo da montanha, sem precisar se socializar com ninguém, sem esperar que alguém faça ou diga alguma coisa, desconhecendo totalmente o fato de que há decepção e falta de respeito com outros seres, deve ser como viver no paraíso.


Hoje é sexta-feira, dia tão esperado por quase todos, dia de trânsito, dia de fazer coisas que não quero e que já me comprometi, dia de pensar nas coisas que aconteceram ontem e se perguntar se vale a pena, dia de lamentar estar longe do ombro amigo dos pais para ser consolada. Longe de qualquer expectativa boa.


Estou realmente sem cabeça pro mundo hoje. Pena que não posso fazer nada e tenho que me conformar conviver com ele."

terça-feira, 29 de abril de 2008

Pensamentos Aleatórios


As pessoas correm tanto em São Paulo que, quando vêem uma pessoa parada no estacionamento do supermercado, acham que essa pessoa está esperando alguém pagá-la em troca de sexo.

Futilidades necessárias


Depois de perder a manhã toda procurando a Porto Seguro que fazia atualização do GPS Magneti Marelli, depois de perder a paciência, o bom humor e qualquer tipo de orgulho, eis que consegui chegar até o local e a atualização foi feita.


Parece bobo, mas agora temos os mapas de Piracicaba – SP, Americana - SP, Passos – MG, Guarujá – SP, Parati – RJ entre outras cidades que ainda não tive tempo de procurar. Isso significa que eu, Dalton e Lila conseguiremos ir à todos esses lugares sem nos perdermos (muito).


Não fica marcando que se pá a gente cola aí.


Bom, é isso.

sexta-feira, 25 de abril de 2008

Virada Cultural


Amanhã, sábado, 26 de abril, começa, a partir das 18:00hs, a Virada Cultural, que só termina no domingo, no mesmo horário.

Serão várias atrações em vários lugares de São Paulo. Vide programação aqui.

Deixa eu dormir para me preparar.

Pensamentos Aleatórios


"Nunca entendo essas pessoas que dão opinião sem esta ter sido solicitada. Todas as vezes que mudei o corte ou a cor das madeixas, que comprei roupas ou acessórios novos, que mudei a cor da maquiagem, nunca perguntei se alguém gostou ou não. Porém, sempre aparece um comentário do nada. Seja bom ou seja mau, o comentário não-solicitado sempre me incomoda. Primeiro porque a opinião alheia não me importa, segundo porque se eu saí na rua do jeito que saí, é porque eu gostei. E ponto."


quarta-feira, 23 de abril de 2008

Pesquisa e Moda


Foi enviado para alguns meninos da minha lista de e-mails, um pequeno questionário para sabermos o que o homem urbano faz para resgatar tradições. A partir da pesquisa, desenvolveremos o projeto de um produto (e, quem sabe, o executaremos) que satisfaça esse público alvo.

Se você não recebeu o e-mail, mas quer respoder, é só deixar um comentário com o endereço de e-mail que mando pra você.

Estou empolgada.

Futiidades

"Boneco de Hitler está à venda na Ucrânia

A réplica de 40 cm vem em uma caixa com os anos de nascimento e morte dele."

Melhor que o terremoto e melhor que o gnomo argentino.

terça-feira, 22 de abril de 2008

Futilidades

"Sem perceber, eletricista passa dia com faca cravada nas costas

Russo tomou "umas", brigou com colega de trabalho e foi apunhalado.
Só quando voltou para casa, sua mulher viu a lâmina de 15 cm."
Ainda acho o gnomo mais interessante.

quinta-feira, 17 de abril de 2008

Arrumando as malas


Nesse feriado, nós (eu, Dalton e Lila) mudaremos a rota (que, geralmente, é em direção a Piracicaba) e iremos pra Passos – MG. Como estaremos comendo feito loucos e descansando nos intervalos, a atualização desse blog só acontecerá quando voltarmos para São Paulo.


Se tudo der muito certo, tiraremos fotos. Se não, paciência. A vida é assim mesmo.


Até lá, bom descanso pra todos, uai.

sexta-feira, 11 de abril de 2008

Como já deu pra perceber, o Monday Talk Show não vingou. Recebi várias (13) visitas, porém, poucos (2) comentários, o que me fez desistir desse post fixo.

Com isso, as atualizações no blog demorarão (ou não, depende do meu humor) para acontecer.



E é isso.

Utas.

quarta-feira, 2 de abril de 2008

Pensamentos aleatórios


"Odeio citações. Não o que elas dizem propriamente, mas quem as tomam da pessoa que verdadeiramente as escreveu e usam para si, transformando-as em verdade prórpia e absoluta. Acho inoportuno demais alguém se descrever, ou descrever seu humor e seus sentimentos através das palavras de outra pessoa. Por mais semelhanças que as citações tenham com o estado de alguém, nunca sabemos ao certo o que aquela pessoa (o autor) tentou passar com o que disse/escreveu. Exceto, claro, se você puder perguntar pra ela, mas aí já é outra história (e, mesmo assim, há contradições). Nunca li uma citação onde não houvessem, pelo menos, dois caminhos diferentes, duas interpretações desta que vos escreve. Imagino sempre haver muito mais. Afinal, que sou eu para entender a cabeça das pessoas? Enfim, acho mais válido não dizer nada, quando não há nada a dizer ou usar as próprias palavras cruas e ignóbeis, para expor o que é seu de fato."

Blogs


Estava eu olhando vários blogs de moda ao mesmo tempo e eis que encontro o blog da Luiza Barcelos. Fiquei apaixonada pelos produtos (sapatos e bolsas) dela. Tá, eu sei, mulher que não gosta de sapatos e bolsas, provavelmente, não é mulher. Mas os produtos da Luiza são superexclusivos, diferentes e os preços são muito justos.

No blog da Luiza, encontramos combinações de seus produtos com roupas, lugares e personagens que serviram de inspiração para seus produtos.
Vale a pena conferir o blog e o site, com a coleção 2008.

segunda-feira, 31 de março de 2008

Monday Talk Show


Queria manter um post fixo toda semana aqui no blog para que eu o atualize pelo menos uma vez por semana. Como segunda-feira é um dia chato e preguiçoso, achei que cairia perfeitamente com o post ainda mais preguiçoso.


Então, toda semana (segunda-feira, mais precisamente) postarei conversas decorrentes da semana que antecedeu esse dia tão enfadonho. Vamos ver se funciona.


Deixando claro que as conversas não são necessariamente entre esta que vos escreve e outra pessoa. De qualquer forma, para preservar a imagem das pessoas, elas terão nomes fictícios.



Cordel do Fogo: Malevolent vc já ouviu falar num cara Jon Krakauer?

Malevolent Creation: não

Malevolent Creation: bom?

Cordel do Fogo: ele é um jornalista de uma revista de aventura

Cordel do Fogo: ele escreveu um livro "into the wild" não sei a tradução

Cordel do Fogo: mas é a história real de um cara que queimou a identidade dele, deu todo dinheiro dele pruma instituição de caridade... e foi pro alaska viver sozinho longe da sociedade

Malevolent Creation: hm

Cordel do Fogo: muito massa... tem o filme também

Malevolent Creation: alaska é muito frio

Cordel do Fogo: é mas ele foi no verão

Malevolent Creation: eu iria pra um lugar com condições climáticas mais agradáveis

Malevolent Creation: ah tá

Cordel do Fogo: é eu curto um frio, mas não muito frio

Cordel do Fogo: ele escolheu alaska pq é perdido no mapa

Cordel do Fogo: não é a preferencia

Cordel do Fogo: se ele tivesse no brasil acho q ele ia pra amazônia

Malevolent Creation: da hora

Cordel do Fogo: bom Malevolent...sexta-feira.... vou dar uma festinha aqui em casa hoje deixa eu organizar as coisas

Cordel do Fogo: to indo nessa...

Malevolent Creation: ok

Malevolent Creation: boa festa

Malevolent Creation: beijos

Cordel do Fogo: um grande beijo foi bom falar contigo :)

Cordel do Fogo: opaaa

Cordel do Fogo: num tem itaipava, mas tem água!

Cordel do Fogo: ;)

Malevolent Creation: kkkkkkk

Malevolent Creation: beijos

Cordel do Fogo: inté! manda um beijo pra sua mãe e seu pai qdo der :)

Cordel do Fogo: tchauuu ;)

Malevolent Creation: ok

Malevolent Creation: tchaaaaaaau


sexta-feira, 28 de março de 2008

Alucinações


Sempre que fico sem opção, acabo parando aqui. Odeio esse lugar, odeio as pessoas que o freqüentam, mas, em noites como a de hoje, este me acolhe de forma indescritível.


Parece que aqui acho tudo o que preciso pelo preço que posso pagar. Logo, chego a conclusão que não posso esperar um atendimento cinco estrelas. A mulher do caixa me conhece melhor que minha mãe e, mesmo assim, não esboça nenhuma reação ou educação quando me vê. Nunca me deseja boa noite ou pergunta se quero mais alguma coisa. Quando quero comprar algumas das guloseimas que ficam no caixa, meu estômago já começa a doer só de imaginar onde conseguirei encaixar a frase: “Me vê 10 daquelas balinhas” antes que ela encerre minhas compras. Parece triste, mas isso não chega perto da forma como estou me sentindo.


Esse lugar me parece tão incômodo que, as vezes, chego a ficar um pouco desesperada quando penso que um dia posso não estar morando perto para recorrer a ele em minhas noites medíocres. Mas, só de vez em quando.

quinta-feira, 27 de março de 2008

Sites


Hoje recomendo um site super legal que achei dentro de um outro site não tão legal assim. O nome do site legal é meus parentes e nele você pode montar gratuitamente a árvore genealógica da sua família.


Além de ser simples de mexer, o site é todo bonitinho e, para quem gosta desse tipo de coisa, vale muito a pena. Você ainda pode configurá-lo de forma que as pessoas da sua família também possam adicionar dados, o que facilita bastante. Eles ainda estão na versão beta, porém, ainda não encontrei nada muito agravante.


Para acessar o site clique aqui.


terça-feira, 18 de março de 2008

Pensamentos aleatórios


"Odeio quando alguém me pede desculpas. Primeiro porque eu acho que antes de fazer qualquer merda a gente precisa pensar muito bem quantas pessoas serão envolvidas e quais serão as conseqüências. Segundo porque quando alguém pede desculpa, ela quer ser absolvida de um problema que ela causou ,ou porque é burra, ou porque agiu de má fé. Logo, concluo que desculpa nunca é um negócio sincero.


Só aceito um pedido de desculpas se o motivo for extremamente aceitável do tipo: “Desmaiei enquanto dirigia e bati no seu carro, desculpa”. Num caso assim, eu até aceito, desde que a pessoa pague pelo estrago. Fora isso, não gosto que percam tempo, nem fôlego, pra me pedir tamanho absurdo.


Frases do tipo: "Te devo desculpas" ou" Você me desculpa?" estão totalmente isentas de receberem uma resposta de conforto dessa que vos escreve. Nunca peço desculpa pra ninguém exatamente por esses motivos. Tenho total consciência quando magôo alguém. Se fiz isso, é porque eu queria que acontecesse e nunca me arrependo de uma coisa que tenham proporções tão grandes, porque foi muito pensado antes.


Fica a dica. Se a desculpa se fizer certa depois, não cometa o crime antes. Não comigo."


sexta-feira, 14 de março de 2008

Futilidades

" 'Gnomo' aterroriza cidade argentina
Aparição foi filmada por jovem que estava conversando com amigos.
Em outubro de 2007, ser misterioso assustou funcionários de ferrovia."

Tem coisas que só acontecem na Argentina, mesmo.

segunda-feira, 3 de março de 2008

Blogs


Sempre que quero ler alguma coisa interessante e engraçada, passo pelo blog do Bruno Medina e me divirto sozinha. Além de posts gigantescos (e isso, para esta que vos escreve, é bom), sempre tem alguma coisa que ele escreve que eu já gostaria de ter dito (ou escrito) mas não tive a capacidade de fazer.


O que me levou até esse indivíduo foi o som da sua banda, Los Hermanos (que temo ter acabado, apesar de eles garantirem o contrário), que posso dizer, tranqüilamente, que é uma das bandas brasileiras mais interessantes que já ouvi. Como qualquer curioso, vasculhei tudo o que podia na internet até que achei vários rastros com textos fantásticos (e que li todos sem o menor esforço) desse rapaz e, para minha sorte, ele anda atualizando com uma certa freqüência o seu blog no G1.


Para quem gosta, ou não, recomendo a leitura.


Ps: A imagem de hoje é da abordagem que fiz aos meninos quando eles fizeram um show (muito bom, por sinal) em Piracicaba, interior de São Paulo, quando eu ainda habitava por lá. É bom lembrar que ter mentido no trabalho dizendo que eu tinha horário marcado no médico valeu a pena. E não, não me envergonho da tietagem. Valeu a pena mesmo.

domingo, 2 de março de 2008

Alucinações

E por mais que eu tente correr, permaneço sempre no mesmo lugar. Inexplicavelmente paro em cima de uma ponte de concreto e quando olho para baixo, vejo o rio passando. Fico olhando a água e a correnteza me hipnotiza de tal forma que, quando vejo, estou prestes a pular. A ponte é alta e sei que não sairei ilesa da queda, mas me sinto obrigada a terminar o que comecei.


Abro os braços, fecho os olhos, inspiro e pulo. Durante a queda, ainda de olhos fechados temendo ver que cada vez mais me aproximo daquele momento inevitável, penso que foi bobagem minha e decido fazer alguma coisa para evitar tamanha estupidez. A coragem me toma e é quando abro os olhos e percebo que estou planando. A sensação do vento gelado batendo no rosto, das pessoas ficando para trás e da ponte quase sumindo da vista me mantém crente à minha loucura, que não parece tão absurda agora.


Preciso voltar para casa, mas quero aproveitar ao máximo essa sensação, essa experiência que temo não sentir novamente. Desperto.


Pensamentos aleatórios


Eu gosto de sair. Não gosto de balada, de lugar cheio de gente e de música alta. Mas gosto de sair. Gosto de ir à lugares diferentes, me sentar confortavelmente e conversar com pessoas que gosto sobre qualquer assunto, sem ter hora pra voltar pra casa.

Em dias como hoje sinto ainda mais falta de Piracicaba.

sexta-feira, 29 de fevereiro de 2008

Pensamentos aleatórios


Eu tenho uma péssima memória. Me esqueço de datas importantes, de conversas passadas, de pessoas, de nomes, de segredos que me contam e de prazos. Há quem diga que são "felizes os que esquecem, porque aproveitam até mesmo seus equívocos". E é verdade. Esqueço até mesmo das mancadas que dei.

sexta-feira, 22 de fevereiro de 2008

Futilidades

"Preguiça cai de árvore no Jardim Botânico

Bichinho estava sobre um galho que quebrou, mas nada sofreu por causa dos pêlos."
Caramba, que susto!

Alucinações

-Começa à noite, gramado, lago e pessoas chegando. Todas elas estão extremamente felizes. A música começa e é empolgante, enche o peito de alegria e isso me faz esboçar o sorriso mais sincero que já dei. O lugar é ao ar livre e, por isso, tudo fica escuro e muitas luzes coloridas dançam descontroladamente em frente aos meus olhos. Quando respiro fundo, sinto o ar limpo com cheiro de grama molhada. Provavelmente, chove. As pessoas ao meu redor dançam feito as luzes e parecem sentir a mesma euforia que sinto. De repente, tenho a impressão de que tudo está em câmera lenta, exceto a música que continua pulsando no peito.É incrível como todos são bonitos e felizes. Isso me dá uma sensação tão boa que quase me dá vontade de chorar. Um vento gelado, e muito bem vindo, parece tornar, aos poucos, os movimentos mais acelerados, até eles parecerem normais novamente. Sinto a chuva caindo na cabeça e é quando acordo.

-Que legal. Raramente eu tenho alucinações legais assim.

-Pois eu tenho o tempo todo.

sexta-feira, 15 de fevereiro de 2008

Filmes


Aproveitei minhas férias em Piracicaba e fui ao cinema. Como fui com a Amanda e com o Felipe, tive que deixar meus preconceitos de lado e assistir PS: Eu te amo (PS: I love you, 2007), caso contrário eu teria que assistir algum filme de terror trash.


Exceto pela Hilary Swank, todos no filme eram bonitos e interessantes. A história do filme não era lá aquelas coisas e, talvez, por conta da minha TPM, fiquei oscilando entre risadas e choros o filme todo. Uma atenção especial para Gerard Butler e Jeffrey Dean Morgan que estavam extremamente, digamos, sensuais e sedutores. Poderia ficar na sessão “eu recomendo” pela beleza dos dois, mas, pelo restante do filme, vai pra sessão “eu não recomendo”.

Filmes


Assisti, no carnaval, ao filme Eu sou a Lenda (I Am Legend, Mark Protosevich e Akiva Goldsman, baseado em roteiro de John William Corrington e Joyce Hooper Corrington e em livro de Richard Matheson, USA, 2007) e não gostei. Detesto quando os roteiristas colocam um cachorro herói no filme que acaba morrendo por conta de alguma estupidez do seu dono. A história do filme nem foi tão emocionante quanto a morte da cadela que acabou roubando toda cena.


Além da atuação excelente da cachorra Sam, ainda teve a participação final de Alice Braga, que fez Cidade de Deus (Cidade de Deus, Brasil, 2002) que foi boa, mas rápida.


Esse filme fica na sessão “eu não recomendo”.

quinta-feira, 14 de fevereiro de 2008

Filmes


Olha, pra ser bem sincera, nunca fui muito fã de cinema. Acho as cadeiras desconfortáveis, é sempre frio, o som é alto demais e sempre tem pessoas que gostam de fazer comentários tontos durante o filme.


Sou muito mais fã de filme no conforto de casa. Deitar no sofá, temperatura agradável, som agradável e ainda posso parar o filme quando quiser para ir ao banheiro ou para fazer algum comentário.


Além disso, sou grande fã de filmes meio sem pé, nem cabeça. O primeiro mais ou menos assim que assisti, foi Laranja Mecânica (A Clockwork Orange, Stanley Kubrick, USA, 1972). Achei fantástico. Em seguida, assisti Efeito Borboleta (The Butterfly Effect, Eric Bress e J. Mackye Gruber, USA, 2004), Janela Secreta (Secret Window, David Koepp, USA, 2004), Adeus, Lenin (Good Bye, Lenin!, Wolfganger Becker e Bernd Lichtenberg, Alemanha, 2003) e Edukators (Die Fetten Jahre Sind Vorbei, Katharina Held e Hans Weintgartner, Alemanha, 2004). Depois recebi várias indicações do Dalton que pude incluir em minha lista de favoritos. Entre eles estão Cidade dos Sonhos (Mulholland Dr., David Lynch, USA, 2001), Quero ser Jonh Malkovich (Being John Malkovich, Charlie Kaufman, USA, 1999), Brilho Eterno de uma Mente Sem Lembranças (Eternal Sunshine of the Spotless Mind, Charlie Kaufman, USA, 2004), O Fabuloso Destino de Amelie Poulain (Le Fabuleux Destin d'Amélie Poulain, Jean-Pierre Jeunet, França, 2001) e Melinda e Melinda (Melinda and Melinda, Woody Allen, USA, 2005). É muito gostoso assistir a um filme onde você possa imaginar coisas sem cabimento e encaixá-las numa cena mais sem cabimento ainda.


O negócio é que nesse fim de semana último, fomos eu, Dalton e Bernardo assistir ao Onde os fracos não tem vez (No Country for Old Men, Ethan Coen e Joel Coen, USA, 2007) no cinema (e preciso confessar que não estava nem um pouco a fim) e foi a melhor coisa que fiz no fim de semana. O filme é sensacional, todo mundo saiu meio revoltado da sala do cinema mas, com certeza, saiu pensando nas várias possibilidades que o filme não contou. Achei tão sensacional que até me deu vontade de ler o livro. Esse filme fica, então, na sessão “eu recomendo”.