sexta-feira, 27 de janeiro de 2012

Moda - Elie Saab

Tem uns dois aninhos que venho acompanhado os desfiles de Elie Saab porque as peças me chamaram a atenção. Posso dizer, tranquilamente, que tenho me surpreendido a cada coleção.

Nesta última, Primavera 2012, eu fiquei sem palavras. Lindos vestidos, tanto os curtos quanto os longos. Leveza, feminilidade, transparência e modelagens impecáveis. Separei os que eu mais gostei aqui. Clique na imagem para ampliar.



O primeiro longo verde é exatamente o vestido que eu, quando era mais jovem, tentava e tentava desenhar para quando eu fosse me casar.


Vejam com seus próprios olhos aqui.

segunda-feira, 16 de janeiro de 2012

Meta

Nunca fiz metas para um ano que se inicia. Acho que quando a gente precisa marcar uma data para começar a fazer alguma coisa, ela já está fadada a dar errada. Metas, planos e projetos devem ser cultivados todos os dias, da mesma forma que fazemos com nossos relacionamentos.

Porém, calhou que hoje, dia 16 de janeiro de 2012, começa uma meta para o resto da minha vida. Decidi assim, de repente. Treinarei arduamente para mantê-la viva e retribuirei todos os socos que a vida tem me dado. Mesmo que me custe deixar para trás coisas que sempre acreditei. Se não funcionaram até agora, essas crenças devem estar erradas.

Neste ano de 2012, esta, que vos escreve, nunca mais levará nenhum tipo de agonia, tristeza, mentiras ou desaforos para casa. Termina aqui a carreira de 26 anos de uma pessoa que sempre achou que as coisas se resolveriam da melhor forma. No bom popular, ninguém mais me fará de otária. Simples assim.

Aquele abraço.

quarta-feira, 21 de dezembro de 2011

De ti, até quando me escondo, me exponho.

Não decifras os códigos porque não tens aquele cromossomo Y. Mas capta a essência. Isso já me basta.

sábado, 17 de dezembro de 2011

No meio da noite

Acordo. Sonhei que Olivia chorava no berço e eu não conseguia achar o caminho até ela. Você dizia que estava tudo bem, que já chegara até ela e que era manha de bebê. Me tranquilizei quando você a trouxe nos braços, ninando-a calmamente, cantando músicas inventadas. Estava escuro e me esforcei para enxergar. Acordei e você dormia, na mesma paz que dormia alguém que ainda nem existe.

domingo, 13 de março de 2011

Para ti, Cleber, que sabes de tudo.

Sem desmerecer a beleza e o perfume das outras flores, mas, quando me deste tulipas, no lugar de previsíveis rosas, eu soube que me conhecias melhor do que as páginas do meu diário. Sem me encher de perguntas inconvenientes, sem exigir respostas e sem tentar adivinhar quem sou, você já sabia. Apenas com meu silêncio. Conhece-me tão bem quanto meus amigos de infância ou minha terapeuta. Arrisco dizer que, em alguns momentos, sabes quem sou além do que sei sobre mim. E que quando me levas para jantar num restaurante italiano ao invés de me dar chocolates, ou me dá livros ao invés de alianças, tu sabes quem sou. E sou grata por isso. E te amo.

quarta-feira, 5 de janeiro de 2011

Paralelo

Ele é mais Paul, eu sou mais Lennon
Eu sou mais Amarante, ele é mais Camelo

Eu sou mais música, ele é mais livro
Ele é mais direto, eu sou mais labirinto

Ele é mais casa, eu sou mais rua
Ele é mais sol, eu sou mais lua

Ele é mais chá, eu sou mais café
Ele é mais carro, eu sou mais a pé

Ele é mais doce, eu sou mais salgado
Ele é mais charuto, eu sou mais cigarro

E se tu é mais praia e eu sou mais campo
Não importa, meu bem, só sei que te amo.

quinta-feira, 16 de dezembro de 2010

domingo, 5 de dezembro de 2010

Olívia reluziu. Não como ouro, ou uma pedra preciosa, mas brilhou por alguns instantes. Se esqueceu dos planos futuros, das pessoas do presente e dos erros do passado. Olívia renasce das cinzas, bate o pó dos ombros e sabe que não precisa de ninguém para te ajudar a levantar dali. Veste seu vestido verde esmeralda, calça seus sapatos preferidos, desce os degraus e diz adeus a tudo o que um dia a aborreceu.

domingo, 24 de outubro de 2010

Olívia quase não olha pra trás. Não porque não gosta do passado, mas porque tem muita coisa a planejar para o futuro.

Ontem mesmo, lhe bateu a vontade de ser mãe, que ela pensou que chegaria mais tarde. Como seu orçamento mal dá para os sapatos, precisa se organizar e trabalhar mais.

Ainda não sabe se será boa mãe. Só sabe que precisa aprender a fazer um par de sapatinhos vermelhos de crochê.

segunda-feira, 18 de outubro de 2010

Segunda-feira. Frio. Chuva. Primeiro dia útil no horário novo de verão. Trabalho acumulado. Enxaqueca. Meu aniversário. Tô até vendo minha ressaca amanhã.

segunda-feira, 16 de agosto de 2010

Gelo doce

Raspa, raspa, raspa o gelo
Põe no copinho
-"Quais os sabores?"
-"Tem morango, uva
Tem leite condensado
e granulado."
Puxa um papo, debaixo de chuva
Não se queixa das dores
ou dos dissabores.
Anda pelas ruas,
conhece a todos.
Cumprimentas as velhinhas,
da tchau às crianças.
O velho da raspadinha
ficará sempre na lembrança.

quinta-feira, 29 de julho de 2010

Carta de Querubim - nº 01

Ayel,

Desde que recebi sua primeira carta, queria te responder à altura. Foram muitos papéis amassados até eu me lembrar o quanto você admirava minha espontaneidade. Resolvi escrever sem rascunhos, por isso já me desculpo antecipadamente pelas possíveis rasuras e por só estar respondendo depois de sua 3ª carta.

Antes de qualquer coisa, quero que saiba que estou bem. Depois de algum custo, consegui ver que era possível viver bem mesmo depois de tudo o que aconteceu. Aprendi, mas trouxe alguns vícios comigo, como forma de te manter por perto.

Você me perguntou se ainda sinto alguma mágoa. Confesso que hoje em dia quase não sinto, mas me pego imaginando como poderíamos ter sido relativamente felizes se as coisas tivessem tomado outro rumo. Fico saudoso pelas coisas que nem chegaram a acontecer e me apego nas poucas coisas que aconteceram.

Mas senti muita raiva, no início. Por isso te evitei de todas as formas. Me doía o estômago e corroia as entranhas. Falei mal de você para todos que conhecia, e até para quem não conhecia, algumas vezes, quando embriagado. Mas te garanto que passou.

Preciso te confessar que te ver praticamente rastejando para falar comigo, me trouxe um certo prazer no início. Agora eu sei que foi muita bobagem da minha cabeça. Você talvez não saiba, mas a rejeição nos transforma em outra pessoa.

Para te confortar, quero te dizer que estou muito bem, conheci uma gartota e estamos namorando. Ela me lembra você em alguns aspectos, mas espero que ela seja melhor que você (risos). No mais, aprendi a não ir tão rápido com meus sentimentos.

E você, como está? Mantenha-me informado sobre a nova vida. Estou me deliciando com suas palavras e suas aventuras.

Um grande beijo.

Querú.

quarta-feira, 21 de julho de 2010

Cartas para Querubim - nº 07

Boa noite,

Estava lendo o rascunho que fiz para a última carta que lhe enviei, enquanto tentava entender um pouco a ignorância das pessoas diante de alguma gentileza. Aqui tem acontecido com alguma frequência, mas algumas se sobressaem. Queria compartilhar com você, mas estou com preguiça de escrever todos os fatos.

Resumindo, tive de explicar pra uma pessoa a importância que dou para as amizades e que não espero nada em troca do que ofereço a elas. Cheguei a irritar-me quando a pessoa me falou que eu deveria procurar saber quem são meus amigos, de fato, antes de gritar aos ventos chamando-os de tal. Senti uma revolta dentro de mim, Querú. Agora me dizem o que fazer, como fazer e com quem, sem que eu tenha pedido opiniões.

Um trecho de minha resposta:

"Na realidade, chamo de amigo as pessoas que eu gosto. Nem sempre eu vou obter o mesmo sentimento de volta. Paciência. Nem me importo tanto com isso assim.

Minha dedicação é a mesma para todos que considero meus amigos. Parece pouco, mas é muito mais do que se costuma ver por aí. Como eu disse, paciência. Nem tudo é como a gente quer."

Confesso que ainda me decepciono com as pessoas, mesmo depois de tudo o que já vi por esse mundo. Mas agora, enquanto te escrevo, todo o embrulho do estômago já passou. O jeito é caminhar até a sacada e fumar o último Bali-Hai e desmaiar até o despertador me lembrar que preciso viver.

E você, como está? (Pergunto rindo por saber que não terei resposta, mas, como eu disse, paciência.

Até.

terça-feira, 20 de julho de 2010

Cartas para Querubim nº 06

Meu querido,

Desde que me mudei pra cicade grande, Querú, tento colocar em prática aquilo que conversamos sobre simplificar as coisas. Confesso que falhei algumas vezes, mas você se orgulharia em ver que todos se espantam com a minha calmaria diante do caos. Mas, como eu disse, as vezes fracasso. Ainda escondo a cabeça embaixo do edredon e choro quando quero fugir daqui. Mas á raro.

Lá no meu trabalho as pessoas comentam sobre as desgraças da tv e isso tem me mantido um pouco fora do meio. Tenho medo de ficar neurótica. Acho que já é um começo de uma neurose. Deixa pra lá.

Ontem me dei o prazer de contemplar o céu lá do 16º andar. Olhando estrelas, sentindo o vento frio cortar nas bochechas. Não sei se soa meio suicida, mas me deu uma vontade de pular de lá e sair voando, como geralmente acontece num dos meus sonhos prediletos. Enfim, chega de sonhos.

Voltando a questão da simplicidade, resolvi que continuarei te escrevendo independente se vai me responder ou não. Já virou um hábito tão bom quanto o cigarro com conhaque na sexta-feira a noite. Pouco importa o fato de me responder ou até de ler minhas palavras enfadonhas. Acho que eu mesma, não leria.

Mas, não custa perguntar: Como você está? Talvez você não saiba, mas talvez eu parasse de te escrever tanto se você me mandasse notícias. Que fosse até para me pedir que pare. Aguardo sem esperanças mesmo.

Um beijo.

segunda-feira, 19 de julho de 2010

Cartas para Querubim - nº 03

Querubim,

Já é a terceira carta que te mando e ainda não obtive respostas das anteriores. Não sei se o endereço está errado ou se você está me ignorando. Independente de qual seja a resposta, eu entendo por completo.

Já tem mais de um ano que não o vejo e sempre gosto de colocar a culpa no pouco tempo que tenho, mas fato é que sou preguiçosa para sair de casa. Aqueles cafés que combinamos e nunca tomamos são por conta dessa preguiça quase depressiva que vem me acometendo nesses últimos tempos. Mas talvez você tenha pensado outra coisa, que talvez eu não desse muita importância. Acredite, não o é.

Estava me recordando de alguns flashs de nossas conversas (ou melhor, das palavras que você tentava tirar do fundo do meu estômago) e lembrei-me do dia em que falávamos sobre o que gostaríamos de ser. Ri um pouco por dentro quando disse que queria ser uma estrela do rock. Não me lembro se fui muito clara, mas no fundo, o que eu queria fazer é viver sem preocupações com relacionamentos, contas, modo de vestir ou de me entorpecer. Tentar me encaixar na sociedade me dá azias e enxaquecas. Talvez eu pudesse ser hippie também, mas não tenho paciência para artesanatos.

Tem dias, Querubim, que não quero levantar da cama, mas a rotina me arrasta para a ducha e só tomo consciência quando estou no escritório. Tento me convencer de que ao menos o sálario está me mantendo relativamente bem.

Outro dia avistei um de seus amigos. como não lembrava-me do nome dele, resolvi fazer de conta que não o vi. Ele, decerto, fez o mesmo.

Escrevi demais. O que realmente importa ainda não perguntei. Como você está? Por onde andas? O que está fazendo?

Um grande abraço.

domingo, 18 de julho de 2010

Cartas para Querubim - nº 08

Começo essa carta ainda sem saber o que dizer para quebrar o gelo inicial que há entre minha vontade de te achar e sua vontade de se esconder.

Que seja pelo começo, então. Há dias sonho com você. Até o segundo dia, ignorei o fato, mas estes sonhos tem ficado insistentes demais. Não acredito naquelas baboseiras de que talvez a pessoa esteja precisando de alguma coisa, mas, de qualquer forma, achei melhor não arriscar.

Confesso que sinto-me um pouco tola, só um pouco mesmo, em estar escrevendo mais uma vez para você, mesmo sabendo que talvez este endereço esteja errado ou que você irá ignorar, novamente, minhas palavras sem importância. Mas, se tem alguma coisa que aprendi com você, é que não podemos deixar nada pendente e que devemos falar tudo que nos dá vontade. E que eu sempre poderia contar com você e não precisava ter medo de ser sincera.

Realmente não entendo porque você não me responde. Já tem tanto tempo que te magoei, já te pedi mil desculpas. Inclusive, numa destas vezes, você me desculpou. E ainda me disse que se divertiu ao me ver tão desesperada para falar com você. Achei que depois disso ficaríamos bem, que seríamos melhores amigos até o fim de nossas vidas. Mas você continua me castigando, me privando das suas teorias e verdades que fizeram de mim, outra pessoa. Vejo tão pouco daquela pessoa em mim que, as vezes, chego a pensar que ela nunca existiu. Chego a temer ao pensar que, talvez, você nunca tenha, de fato, existido. Que apenas passou por mim para me ajudar.

Estou me demorando demais, como já é de costume. Enfim, queria saber se você está bem, Querubim. Todo o resto não é importante.

domingo, 4 de julho de 2010

Vem despir minhas roupas, minhas inseguranças e medos. Me diz o que você gosta que te faço com carinho, te marco com beijos e unhas vermelhas. Te aconchego nos meus braços e pernas, te entrego meus segredos e sussurro teu nome baixinho em seu ouvido, pra você saber que te desejo mais do que aquele par de sapatos, que aquela bolsa vintage. Deita ao meu lado e me olha como se não houvessem roupas jogadas no chão, penas de ganso espalhadas pelo ar, teias de aranha no teto. Diz que me ama, me quer e que nunca vai me deixar, nem por outras mulheres, nem pelo seu trabalho. Esquece tudo, só deita comigo e me nina porque estou com enxaqueca.

100

100 posts. Pra mim é inédito. Nunca consegui ficar tanto tempo com um blog. Mentira, já fiquei mais tempo com os falecidos blogs, mas fato é que nunca tive 100 posts num mesmo blog. Espero que pelo menos um post tenha servido de alguma coisa. Pelo sim ou pelo não, continuarei tentando.

Poesia de rodapé

Vou sem voltar
Voo sem planar
Vem comigo
Que eu contigo
Sou mais eu
E você
é mais meu.

domingo, 6 de junho de 2010

Só para constar...

Consegui um emprego. Estou gostando.

segunda-feira, 24 de maio de 2010

Feltrando

Procurar emprego não é fácil. Isso acabou me mantendo ainda mais longe aqui do blog. Não escrevo mais, mas, em compensação, fiz mais alguns bichinhos de feltro e consegui organizar uma parte deles aqui no meu álbum do Picasa.

As imagens não estão excelentes porque ainda não sobrou aquele tempo de fotografar ou tratar as imagens, mas já dá pra ter uma idéia.

Espero que gostem.

quarta-feira, 12 de maio de 2010

Rotina

Corta, costura,
cola e espera secar.
Põe um enfeite,
um tic tac.
Olho o relógio,
e já é tarde.

sexta-feira, 7 de maio de 2010

Amarelinha

Céu
__10_
_8_9_
__7__
_5_6_
__4__
_2_3_
__1__
Inferno

domingo, 2 de maio de 2010

Sentimentos caóticos embrulhando o fígado, corroendo entranhas e entorpecendo a carne. O punho se fecha involuntariamente, o corpo todo se contrai e tudo se apaga. Do cerne, uma sensação quase orgástica transborda pela garganta. Sei que meus olhos estão abertos, mas só aos poucos volto a enxergar. No chão, inerte, seu corpo se esvai junto com o sangue que aumenta no tapete da sala. Foda-se. Acendo um cigarro e vou embora.

sábado, 1 de maio de 2010

Quase não sinto as extremidades do corpo. Os músculos descontraem e as mãos trêmulas abrem a porta. Caio na cama e permaneço imóvel, pensando em todos os momentos de alegria que consegui viver até ali.

quinta-feira, 29 de abril de 2010

Dor. Pain. Douleur. Dolor. Schmerz.
Uma palavra que dá nome a um sentimento impossível de caber nela própria.
Impossível de dar um significado.
Impossível de ver beleza.
Nu. Cru. Seco. Frio. Escuro. Solidão.

Poesia de rodapé

Achei nos meus arquivos e resolvi postar.


Queria pular no poço,
mas não posso.
Só te peço
que ela possa
pular na poça
e fazer a peça
sem que impeças.
E não tropeça
neste espesso
e longo espaço.
Ignore o impasse
e siga o compasso.

Queima o estômago. Acabo de chegar e toda água que bebi para acalmar essa ardência, não valeu de nada. Com a visão distorcida, fico cego de ódio. Odeio esse lugar, as pessoas, os assuntos que eles regurgitam orgulhosos, suas manias forçadas, o cheiro, a luz e a música alta. Tudo está fora do lugar, inclusive eu. Preso no inferno. Deus parece calhar nessa situação, então, rezo incontrolavelmente para que todos explodam. Noite sem fim. Ressaca de colera.

quarta-feira, 28 de abril de 2010

Quando o último fecha a porta, choro inconsolada. Não há nada além de tristeza pura, que dói na alma, no corpo e nos pensamentos. Com o lençol sobre o rosto, conto as estrelas estampadas e penso no quanto eu gostaria de estar longe daqui, desse mundo.

quarta-feira, 7 de abril de 2010

Não é todo dia que a gente pode ouvir um escritor (de poesias e outras coisitas) que a gente gosta, falar de onde surgiu uma de suas obras. Como tive o prazer de ouvir o Caio contando sobre esta, resolvi postar aqui para vocês se deleitarem.

mudança de pele

sonho que sou uma cobra
dentro de outra cobra que
se devora

que se adapta em cada
lugar que passa
deixando pra trás somente
a carcaça do que fica

dançando, rindo, falando coisas
aos amigos
desperto alumbrado
pensando nisso

que ser cobra é o que
realmente importa

acordar para o futuro
com o sonho de agora



caio carmacho



Quer mais? Visite o blog dele.

É noite e todas as luzes estão apagadas. No meu travesseiro, ela sonha e se revira e murmura alguma coisa que não entendo. Acaricio-lhe as têmporas e, lentamente, ela se acalma. Enquanto eu, insone, imagino como será o dia amanhã, e depois e depois. E como estarei trajada para ocasiões insignificantes. Penso tudo porque acabou os cigarros, a água leve e a liberdade de transitar de um lado para o outro, enquanto olho no espelho e treino expressões, maquiagens, penteados. Meus cabelos estão naquele comprimento onde não há nada para fazer, além de prendê-los. Queria tranças ou queria tão curtos que mal pudessem se conter num rabo-de-cavalo. Essas coisas bobas que só a madrugada nos dá ao luxo de pensar e que escorre entre os dedos das mãos e dos pés. Lembro da tia Carminha falando de números que não dão certo e só agora percebi quanta sabedoria havia ali. E no popular, de que é demasiado. E no meu avô, que nunca se estende quando visita para deixar o gostinho de "quero mais". E que se não há nada importante para dizer, então não diga nada. Acabo por aqui.

quarta-feira, 3 de fevereiro de 2010

Essa vida que vem e leva embora as nossas crenças mais absolutas, medos e coragens. Leva violentando nossos segredos mais íntimos e indiscretos sem pedir desculpas, sem lamentar o vazio que deixa no peito, o buraco que deixa na alma. Rouba nossa inocência, a adrenalina de pecar na adolescência, de mentir pros amantes passageiros. Nos faz desdizer e nos envergonha em frente aos amigos, inimigos e desconhecidos. Essa vida que embaraça o estômago, revira o âmago, bagunça pensamentos, perturba nosso sono, nossa rotina e nos força a mudar. Força a mudar e sentir a dor da perda de tudo que, até ontem, nos fazia crer ser parte da nossa personalidade. Faz o passado parecer ridículo, o presente ser apavorante e o futuro, incerto. Certo apenas de que tudo muda constantemente. Quero coisas que nunca quis antes.



Michelle Chieregatti

segunda-feira, 25 de janeiro de 2010

Vinho tinto respingado na mesa de jantar. Pratos sujos, taças caídas e velas acesas. Depois de conversas, flertes, negação, carícias, carinhos e beijos no pé do ouvido, mordidas na nuca, cabelos bagunçados, calor, curvas lambidas, roupas deixadas de lado, brincadeiras, corpos entrelaçados, êxtase e olhos nos olhos. Não há café, nem manhã, nem chamas acesas.

Tento, todos os dias, desorientadamente, entender o que amedronta tanto. Se é esperar, ou não saber, ou saber e não gostar de saber ou fantasiar e acordar na realidade fria e sem graça. E chuvosa, porque tem chovido demais e esse é o assunto que as pessoas mais conversam ultimamente. Tiro as roupas do varal? Tiro as do meu corpo? Vou andar de bicicleta? A pé? Levo meus cães pra passear? Ou meus gatos? E os peixes? Fico em casa mais um muito? Porque pouco é essencialmente perfeito e qualquer coisa além, é completamente desnecessário. Toda aquela propaganda enganosa e exagerada que cada um faz de si. Porque sou legal, divertida, inteligente, bonita, boa nisso, boa naquilo. Quem tem saco pra ouvir isso? Ignoro.

Chove, de novo. Como se toda a chuva que caiu nessas 3 últimas semanas não fosse o sufciente pra deus. A casa cheira a mofo, assim como as roupas, os objetos mais queridos, os cães, a comida, o corpo, a alma. Tudo, definitivamente, fede tristeza e não há pra onde correr.

quarta-feira, 2 de setembro de 2009

Modinhas da Web

Depois que o Dalton me recomendou o Suicide Blode, resolvi reativar meu Tumblr e fazer uma espécie de álbum com fotos que me serviriam de inspirações, assim como o Suicide.

Mexendo pra lá e pra cá e perdendo a minha paciência com o Tumblr, que estava caindo o tempo todo, achei um link muito legal e fácil de usar, justamente com essa idéia de criar um álbum de inspirações.



O weheartit permite que você poste fotos e vídeos com apenas um clique no ícone que tem pra baixar no site e que você deixa no seu navegador. Eu adorei.

Você também pode adicionar pessoas, como no Twitter, e acompanhar o que elas andam amando por aí.

Para ver minha página, clique aqui.

terça-feira, 1 de setembro de 2009

Nas férias

Esqueci de postar o que fiz nas férias em Piracicaba. Além de tomar bastante vinho com a Carol, consegui, pela primeira vez na história das minhas férias, aproveitar para colocar em dia os eventos culturais que sempre deixo de lado.



Comecei lendo Leite Derramado, do Chico Buarque, mas não tava no clima. Pausei e pedi para que o Dalton me indicasse um livro que tivesse, mais ou menos, o ar de Olhai os lírios do campo, do Erico Veríssimo. Ele me indicou Clarissa, do mesmo autor. Li e gostei.



Em relação aos filmes, comecei mal. Ir no cinema com muita gente, definitivamente, não dá certo. Ainda mais se o filme a assistir não foi combinado com antecedência. Chegamos na conclusão que assistiríamos Jean Charles, mas ainda não tinha entrado no cinema. Eu assistiria O Exterminador do Futuro 4, mas o Felipe já tinha assistido. Restou A Era do Gelo 3 e Transformes que já tinha sido excluído por 3 de nós 4. Seria a Era do Gelo, então. O Felipe ficou responsável de comprar os ingressos, já que ele não pega fila. Quando ele volta, 4 ingressos para Transformers. Detalhe que chegamos no Shopping de Piracicaba 3 horas antes da hora inicial do filme. Senti um pouco de ódio, confesso, mas deixei pra lá.

Almoçamos, rodamos e fomos assistir o filme. Estranhei o fato dos trailers serem dublados quando dei conta de que tinha um D no ingresso, ao lado do nome do filme. Além de assistir um filme que eu não queria, teria de assistí-lo dublado. Ainda bem que, em menos de 40 minutos de robos chorando, um menino feio e uma menina gostosa, deu algum problema no filme e aproveitamos a brecha. Fomos embora.



Aprendida uma lição valiosa, o próximo filme que assisti foi Harry Potter, sozinha. Adorei o filme, adorei chegar na hora em que o filme começou, porque o Dalton deu a maravilhosa idéia de comprar antecipado, e ir embora sem precisar fazer a via sacra no shopping.



Falando em Dalton, num dos fins de semana que ele foi pra Piracicaba, fomos assistir Inimigos Públicos. Não conhecia a história em que o filme foi baseado, mas achei bem legal. Se passa na década de 30, durante a Depressão e os figurinos são lindos. Deu vontade de sair assaltando bancos.



Logo depois do filme, fui com os sogros e cunhados ao teatro assistir Doce Deleite, com a Camila Morgado e o Reinaldo ex da Marília Gabriela. Começou bem sem açúcar, mas depois ficou engraçado. A melhor cena do Reinaldo foi essa, em que ele se vestiu de professora para ensinar como chupar um sorvete. A Morgado foi excelente no decorrer do espetáculo. Saindo da peça, me encotrei com o Dalton na casa do Vinicius e tava rolando um sonzinho bem legal executado pelo Xandão.



Como eram férias da minha mãe também, resolvemos assistir A Era do Gelo 3, na sala que projeta filmes em 3D do shopping. Achei legal, fiquei um pouco zonza com aqueles óculos, mas valeu a experiência.



Finalmente consegui assistir a peça O Pequenino Grão de Areia, onde o Felipe é o Grão Circo. Muito legal a peça, colorida, divertida e emocionante. Recomendo para todas as idades.





Quando precisei estender mais uma semana em Piracicaba, deu certinho pra eu e Carol assistirmos outra peça, Dona Flor e seus dois maridos, com Duda Ribeiro, Fernanda Paes Leme, Marcelo faria e grande elenco. Adorei a peça, a história, o figurino, as músicas. Tudo muito bom mesmo. Ainda rolou um tempo pra tietagem no fim do espetáculo e tiramos várias fotos com os globais. Ainda tiraram uma foto minha para o Jornal de Piracicaba e nem ficou muito ridícula. Ganhamos um coquetel num restaurante bacana, comemos e depois fomos encher o pote de vinho.






Recomecei a ler Leite Derramado, voltei pra São Paulo e começaram minhas aulas.

Testando


Testando coisas que não vou usar.

domingo, 30 de agosto de 2009

O blog está tão abandonado que, até pra escrever essas poucas linhas, o fiz do meu Gmail.
Não é pra sempre, mas também não sei quando volto a escrever por aqui.

sábado, 30 de maio de 2009

Modinhas da Web

Ontem eu estava sem sono e depois de entrar em nem-sei-quantos sites de moda, eis que achei um que me agradou bastante.

Lembram bonequinhas de papel, da época da nossa mãe, em que era possível mudar as roupinhas, também de papel, delas? Então, o Looklet.com é exatamente a mesma coisa, mas com modelos, roupas e acessórios de marca e vários sets pra você escolher.

Eu que a-do-ra-va brincar com as bonequinhas de papel, me diverti muito entre ontem e hoje bancando a personal stylist. Tem alguns looks que fiz na imagem abaixo:


Para ver mais looks feitos por mim, clique aqui para ver minha página.

O legal do site é que todo mês eles premiam (com alguma roupitcha legal) a dona do look mais votado naquele mês.

domingo, 17 de maio de 2009

Aos amigos, com amor.

Esse texto era um e-mail que eu estava escrevendo para deixar registrado o quanto algumas pessoas são importantes pra mim. Escrevi tantque acabou se tornando um post no blog.

Andando pelas ruas de São Paulo, principalmente aqui pelo centro, pode se ver pessoas diferentes, atitudes impensáveis, pode se sentir cheiros, agradáveis ou não, pode se saborear delícias e tocar em coisas incríveis. Mas, o que mais me impressiona nessa cidade, é ouvir, apesar de todo barulho dos carros e ônibus, o que as pessoas dizem de surpreendente naquela fração de segundos em que você cruza com uma delas.

Estava caminhando em direção ao terminal, para mais um dia de aula na faculdade. Atravessei a rua pela faixa de pedrestes e, ao chegar do outro lado, ouço uma mulher falando para um de seus dois filhos:

¨- Não, Maicon (acho interessantíssimo a variação de um nome estrangeiro no Brasil), você precisa aprender que não existe esse negócio de amizade. Isso é tudo uma grende mentira. As pessoas te chamam de amigo para te usar e, quando você não serve mais, te jogam fora...¨

Como eu andava um pouco descrente em relação a amizades e estava revendo alguns conceitos que eu fazia dos mesmos, resolvi desacelerar os passos e ouvir mais um pouco da lição que a mãe tentava passar ao filho.

¨- ... Você vai ver que quando precisar de algum favor, por menor que seje (sic), esses que falam que são seus amigos vão te dar uma desculpa e cair fora. Aí, quando eles precisarem de você, ele vão te chamar de 'amigão' na maior cara de pau. É sempre assim, aprende desde já o que eu tô te falando pra você não sofrer no futuro...¨

Confesso que fiquei pensando nisso o caminho até chegar na faculdade. Queria saber se aquilo o que a mãe falou serviria para formar o caráter daquele menino, e que caráter formaria. Fiquei me perguntando se ele ouviria o conselho da mãe e seria, desde tão novo, desconfiado de todos, sem sequer dar-lhes uma chance de provar o contrário. Que a mãe não estava de toda errada, é verdade, o que não faltam são oportunistas. Mas, será que não caberia ao menino descobrir isso na hora certa? Ou será que quanto mais cedo, melhor?

Não sei. Mas sei que se não houvessem erros, dificilmente haveriam acertos na hora de escolher quem estará próximo de nós ao longo da vida. Por mais que nada dure para sempre, é muito confortante saber que aquela pessoa, que você escolheu a dedo e te escolheu também, compartilhará os momentos mais importantes de sua vida, sejam bons ou ruins.

Por tudo o que pensei, agradeço aos meus pais, que fizeram com que eu enxergasse neles, meus melhores amigos e me ensinaram que os amigos são importantes e nos faz aprender a impraticável tarefa de confiar em alguém, que não nós mesmos, sem esperar nada em troca.

Aos meus grandes amigos escolhidos a dedo, que estiveram (e estão) lá quando precisei (e é recíproco), também sem pedir nada em troca, um brinde, porque nós somos muito sortudos por termos encontrados uns aos outros no meio da multidão. Não consigo imaginar como teria sido a minha vida sem vocês por perto.

Amo vocês.

--
Michelle Chieregatti
http://visitaesporadica.blogspot.com

sexta-feira, 15 de maio de 2009

Lavou, tá novo

Encontrei num e-mail, do fim do primeiro semestre de 2005, um conto besta (mais um) que escrevi a pedido de alguém e, como não tive coragem de mandar, guardei.

Arrumei algumas coisas porque estava meio hardcore e resolvi postar. É meio longo, mas não tem continuação (ufa!).

Segue, abaixo.


Há alguns meses ela tentava se esquivar das incansáveis investidas do conhecido que trabalhava na sala ao lado. Parecia que ele percebia quando seu trabalho havia terminado para passar por ali e puxar algum assunto. Ou quando ela saia para tomar um café na lanchonete, 11 andares abaixo do escritório em que trabalhavam. Até mesmo quando ela precisava levantar para pergar alguma coisa que passava perto da sala dele, ele estava ali, de prontidão, para falar alguma gracinha.
Com o tempo, Clarissa foi se acostumando e quase não ouvia quando Pedro bancava o sedutor barato. Vezes ria, vezes, simplesmente, ignorava.

Foi na confraternização de fim de ano que alguma coisa mudou. Assim como todas essas festas, podia-se notar o lado não-profissional das pessoas, num momento quase espontâneo de felicidade, não fosse pela bebida que a empresa estava pagando.

As que se faziam de santa já estavam prestes a dançar em cima da mesa, as mais atiradas jogando todo o charme nos patrões, as casadas dançando frenéticamente na pista e Pedro conversava e gesticulava enquanto carregava entre os dedos, um cigarro quase no fim.

Ela tentou, mas não conseguiu evitar de observar o comportamento dele. Parecia que, naquele momento, a imagem que tinha dele foi desfeita. Pedro, até então, era basicamente homem de academia, preocupado com a aparência e nada preocupado com o vocabulário. Chega a soar ignorante ao usar as palavras. Ele veste roupas da moda e pratica esportes radicais. Sai com mulheres exuberantes, bebe até cair e dirige um carro esporte. Tudo isso ela ouviu da Marcinha, a mulher que prepara o café da empresa.

Clarissa, por sua vez, encarnou o personagem de patinho feio que lhe deram no primário. Por mais que lhe dissessem o contrário e que quisesse acreditar, sentia-se desconfortável com a idéia de parecer bonita. As roupas eram sempre discretas, escondia-se atrás dos óculos e não usava maquiagem por achar que chamaria muito a atenção. Fumava escondida do chefe porque achava que era falta de profissionalismo e só bebia,  socialmente, quando estava entre amigos de muita confiança.

Ao perceber que estava sendo observado, Pedro foi até ela e começou a conversar. Quase não dava pra se ouvir as palavras com tanto barulho, então ele fez o convite para que tomassem um ar lá fora. Se fosse alguns minutos antes, ela descartaria, mas resolveu aceitar. Estava curiosa para saber o que ele diria naquela ocasião. No mais, ela havia bebericado alguns goles do uísque que ainda estava em suas mãos.

Foram, conversaram e Clarissa pensando quanto tempo mais levaria para que saíssem dali e fossem para a cama mais próxima. A cada baforada ou história que ele contava, por mais erradas que fossem as concordâncias, mais o queria. Queria os lábios, os braços fortes a tomando, queria sair dali. Entornou o uísqe que ainda restara no copo, respirou fundo e criou coragem para tomar as rédeas. ¨Vamos sair daqui?¨

Foram pra casa dele. No elevador, soltou as madeixas, tirou os óculos e o beijou. Tudo do jeito que ela queria. Tomou-a nos braços, entrou no apartamento, tirou o terno, gravata, a camisa de Clarissa e deitaram-se no sofá. Com os pés, jogaram os sapatos e as almofadas no chão, as roupas na mesa e se acariciavam como se o mundo fosse acabar ali. Beijos, abraços, carícias, arrepios. Amaram-se até a exaustão e adormeceram.

No dia seguinte, ela acorda, se veste e vai embora. Prefere pensar na hipótese de que nada de extraordinário  aconteceu. Vai pra casa, toma banho e pensa o que fará na segunda-feira. Ressaca, moral e física. Apesar das consequências, não tem queixas, afinal, mal lembrava a última vez que fe tal extravagância. Toma café e vai para o computador terminar sua planilha de custos.

Na segunda-feira, Clarissa fez o que faz todos os dias. Toma banho, café, escova os dentes, se arruma e vai trabalhar. Lamenta-se todos os dias por ficar mais de uma hora no trânsito num percurso de apenas 20 minutos. Chega no trabalho, cumprimenta todos, pergunta pra Marcinha quais as novas e vai até sua mesa. Exceto pelo fato de não ter ouvido nenhuma cantada matinal de Pedro, está tudo do mesmo jeito. Ignora o fato e vai trabalhar, já que não tem outro jeito. Algumas horas depois, alguém bate em sua porta. ¨Dormiu comigo noite passada, linda?¨

Ah, a rotina... Nada melhor que saber que tudo continua exatamente igual.


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Michelle Chieregatti

segunda-feira, 4 de maio de 2009

Créditos

Esqueci de dar os créditos pra Gabi. Se não fosse por ela, eu só ia saber que dava pra fazer isso na próxima atualização deste, ou seja, sabe-se lá quando.

Valeu, Gabi.

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Michelle Chieregatti
www.visitaesporadica.blogspot.com

Teste aqui também

Achei legal esse negócio de postar por e-mail já que eu tenho muita preguiça de entrar no Blogspot pra fazer isso. 

Talvez as atualizações sejam menos esporádicas. Ou não.


terça-feira, 17 de fevereiro de 2009

Olívia não brilha - Capítulo IX

Parte IX

Na manhã seguinte, ambos acordam com o celular de Otávio. Era Juliana, sua namorada, novamente. Ele levanta-se rápido e vai até o jardim, onde conversa por alguns minutos. Olívia tenta não ouvir, mas é quase impossível. Ele fala alto, num tom ríspido. Quando volta para a casa, ela está preparando um chá na cozinha. Pergunta se ele aceita e ele responde com a cabeça que sim.

Quando se sentam à mesa, Otávio fica calado, como nunca haiva feito desde que Olívia o conheceu. Pergunta, então, se está tudo bem. Mais uma vez, ele responde sem palavras, afirmando que tudo estava bem.

Ficam os dois em silêncio por segundos que pareciam a eternidade. Ele a encara, levanta-se da velha cadeira de madeira de estimação e caminha na direção de Olívia. Sem falar nenhuma palavra, a beija. Os lábios macios e ainda com gosto de frutas vermelhas, canela e cravo de Olívia o faz demorar mais tempo que o previsto. Suas mãos frias passam pelo rosto e pelos longos cabelos escuros de Olívia. Deseja ficar naquele momento para sempre, mas é interrompido pela buzina do carro na rua.

- Preciso ir - diz Otávio apressado - Ligo mais tarde.

Pra não dizer que não postei no blog...

Faz tempo, eu sei, mas ando sem clima pro blog ultimamente. Mas isso não significa que ele foi abandonado, exatamente.

Agora ele tem previsão do tempo e vídeos toscos do 12seconds.tv. Interessante, né? Tá, eu sei que não é. Mas nada nesse blog chega a ser interessante.

Enfim, publicarei novamente ainda hoje. Fiquem atentos. Ou não.

segunda-feira, 24 de novembro de 2008

Futilidades assustadoras



Assustador esse Akinator, the web genius. Quando o Dalton tava me mostrando achei que fosse qualquer dessas coisas da internet, mas esse negócio não é de deus. ahiuhaiuahiuha

Você pensa numa pessoa pública e vai respondendo às perguntas dele com as opções que têm ao lado. No fim ele diz em quem você estava pensando. Eu fiz 10 vezes e até agora ele não errou nenhuma.

Recomendo.

Retratação

Depois de respirar com calma e ouvir umas verdades bem ditas pelo Dalton, consigo pensar quase racionalmente no romance do Camelo e da Magalhães.

Que a Mallu Magalhães é chata, é certo. Mas, apesar de ela ter 16 anos e agir feito menina de 12, precisamos concordar que a menina é talentosa. Apesar de nunca ter conseguido ouvir uma música dela até o fim, ela é melhor do que muita coisa que surgiu por aí nesse último ano. E fique claro que eu não gosto nada dela, mas não vamos ser hipócritas.

Almoçando no Estadão com o Dalton, ele me fez lembrar de uma coisa muito importante nessa questão: Eles são dois músicos, tem lá suas afinidades e vivem numa esfera totalmente diferente diferente de nós, reles mortais. E, convenhamos, é preciso ter (muitas) coisas em comum num relacionamento pra dar certo. E é por isso que não se vê muito histórias de fãs se casando com seu artista favorito.

Em relação a idade dos dois, fica mais ou menos na mesma opinião. Apesar do processo todo que a Mallu Magalhães ainda vai passar até traçar sua personalidade adulta, essa será feita num meio também diferente de uma pessoa comum. Quando a gente ouvia a Britney toda bonitinha cantando “I'm not a girl, not yet a woman” e depois a ouviu cantando “I'm a slave 4u” e viu ela raspando a cabeça e quase derrubando os filhos no chão depois de sair de uma clinica de reabilitação, nós julgamos, criticamos e satirizamos sem ter noção do que, de fato, a levou a fazer essa transição de menina para mulher de forma tão... tão freak.

Olhando para a repercussão dessa história, acabei achando um grande desperdício de tempo tentando entender o que não é da minha conta. Me envergonho até do post que escrevi abaixo, mas não vou apagá-lo pra eu me lembrar de nunca mais fazer algo do tipo. Me igualei a todas as pessoas que não tem o que fazer e ficam bisbilhotando e dando pitacos na vida dos outros. Teve quem falou que é marketing, que é pedofilia, que é amor, que não é amor e por aí vai.

Eu, como fã, sei que rola uma certa decepção porque a gente coloca o cara lá no céu e acha que ele é deus e que só se envolveria com alguém no mesmo patamar. Aí aparece a Magalhães e desconstrói todo um conceito criado por nós. Fato é que: Se esse relacionamento do Camelo e da Mallu influenciou em seu último disco, então que ele se case e tenha vários filhinhos com ela. Já até prometi pro Dalton que, se um dia o Los Hermanos voltar e for comprovadamente por influência da Mallu Magalhães, eu compro um cd e uma camiseta dela.

Esse universo artístico é bem diferente do nosso e apesar de toda a exposição, a pressão, a forma de lidar com os fatores individuais e íntimos girando em torno da vida dos artistas que tanto amamos, eles ainda encontram uma brecha para fazer de forma excelente o trabalham que desempenham. E é só com isso que nós, fãs, deveríamos nos importar.

Obs: Quase ia me esquecendo de colocar estes dois links engraçadíssimos. Um é de uma montagem do Amarante com a Maísa. E o outro é um post do Gordo Nerd e as peripécias da internet.

terça-feira, 18 de novembro de 2008

Vai entender...

"Mallu Magalhães e Marcelo Camelo estão namorando, diz jornal

Mallu Magalhães, de 16 anos, e Marcelo Camelo, 30 anos, estariam namorando, segundo a coluna Gente Boa, do jornal O Globo"


Quando o Dalton ouviu a música Janta, do Camelo e da menina mais chata do atual mundo da música brasileira, prontamente ele disse que o cara tava guardando ali. Aí eu falei: "Pare, a menina tem 12 anos." Bom, não são 12, mas são 16 e, até onde consigo me lembrar dessa fase, não tem diferença nenhuma.

Logo, a mesma pergunta que me fiz quando o Camelo participou do acústico Sandy & Júnior, volta a pairar sobre a minha cabeça: "Onde diabos o Camelo tá querendo enfiar sua carreira?" (Sem duplo sentido, por favor)

Bizarro.

segunda-feira, 17 de novembro de 2008

Filmes



Quando eu vi o trailer, confesso que não esperava tanto. Esperava um filme só "legal", mas me enganei.

Rock'n'Rolla (Outubro, 2008), de Guy Ritchie é um baita filme que apesar de não dizer nada, é atrante, tem cenas rápidas, engraçadas e que nos fazem grudar os olhos na tela.

A trilha é excelente, a fotografia é excelente, o inglês é excelente, e os atores... Todos lindos, perdidos e bagunçados. Ah, sim, excelentes atores.

A Isabela Boscov (um dos amores do Dalton) fez um comentário perfeito sobre o filme e vocês podem vê-lo clicando aqui.

Nem preciso dizer que esse filme fica na sessão "Eu recomendo", né?