segunda-feira, 15 de setembro de 2008

Pensamentos Aleatórios

Nunca comentei sobre minhas inseguranças com ninguém porque sou inseguro. Costumo achar que minhas fraquezas serão usadas contra mim a qualquer momento. Por conta disso, nunca falo nada além do necessário. Se insistem, desvio a conversa. Nestes dias últimos, uma das minhas crias têm me atormentado, quase que frequentemente, impossibilitando-me de escrever qualquer coisa. Não conseguia sequer fazer a lista de compras do mês. Estava receoso até para assinar a folha do talão de cheques. Uma vez me disseram que era necessário ler, ler muito. Só assim eu saberia escrever direito. Não o fiz, já não gostava muito da minha caligrafia mesmo. E escrever me deixava sonolenta, assim como ler. De castigo, Deus me enviou os devaneios que permeiam meu universo. Tudo é tão fascinante, que tenho vontade de contar pra todo mundo o que eu vejo, sinto. Mas não sou de conversar muito, como já disse. Digo o que é necessário porque, quando criança, minha mãe disse que Deus nos deu uma boca e dois ouvidos para que ouvíssemos mais e falássemos menos. Restou-me escrever. E então percebi que não sabia fazê-lo de forma tão encantadora como muitos o fazem. Juro que me esforço, mas nada sai. Só uma meia dúzia de palavrinhas medíocres e lágrimas sem fim. Aí vem a dor na cabeça, na consciência, no corpo, na alma. Queria entender de onde resgato essas criaturas de tempos em tempos. E, vasculhando lá no fundo da minha memória curta, lembro de meu filho dizendo: "...E o pai do 'fulano' é tão inteligente, fico encabulado quando precisamos conversar. E os textos dele, então? Escreve feito poeta." É... Filhos. Se eles soubessem o desgosto que eles nos dão também.

2 comentários:

Dalton Campos disse...

Por isso vou parar nos filhos que já tenho. Te amo

G.G. disse...

Ow, foi um dos seus melhores textos com certeza. Mto bom!
:)