quinta-feira, 7 de fevereiro de 2008

Cobain e seus fãs

Acho admirável Kurt Cobain ainda ter admiradores. Vira e mexe alguém faz alguma passeata ou um documentário sobre a vida e a morte de Kurt.

Esses dias eu estava assistindo no canal VH1 (número 23 da Sky) um documentário chamado “As últimas 48 horas de Kurt Cobain”. No documentário, a mesma história de sempre. Onde e com quem ele esteve nos últimos momentos da sua vida vazia.


Enquanto todos os fãs de Nirvana (principalmente do Kurt) acham que ele é o herói do rock, eu acho que ele era o maior bunda mole de toda a história do rock. Tudo começou quando ele queria ganhar dinheiro com música e conseguiu. Até aí, acho louvável. Depois ele queria uma mulher que desse conta de ser a sua Nancy (do Sid Vicious, baixista já morto do Sex Pistols) e encontrou a Courtney Love. Logo, com todo o sucesso que fez numa época em que nada legal acontecia, ele se cansou da fama e alegou que sentia que estava traindo seus fãs com suas músicas comerciais. Teve uma filha para tentar desviar sua frustração mas não adiantou. Acabou se suicidando em sua casa com coincidentes 27 anos, idade com que os grandes nomes do rock morreram.


Vamos entender, então. Queria ganhar dinheiro e ganhou. Coisa absolutamente normal, já que dependemos dele para sobreviver e para nossos caprichos. Aí se sentiu mal por conta do dinheiro que estava ganhando com seu talento, o que é estranho. Por que, então, não parou de fazer shows e ficou tocando no porão de casa? Aí vem as milhões de teorias dos fãs. Uma é que ele não queria abandonar os fãs, o que podemos comprovar que é mentira já que ele os abandonou mesmo quando se matou. Outra é que a Courtney ameaçava deixá-lo caso não continuasse. Concluímos, então, que ele continuava fazendo os shows porque a mulher dele o obrigava, e não por preocupação com os fãs ou porque gostava daquilo. A mais sensata de todas as coisas que já ouvi é que ele queria cheirar todo o dinheiro que ganhou o que acabaria impossibilitando-o de fazer novas músicas. Mesmo assim, acho que o último disco do Nirvana é um dos melhores discos da banda. Se era por conta da heroína, da cocaína e de todas as coisas ilícitas que ele usava, aí já não sei. A pior de todas as teorias é que ele queria ser lembrado pelas coisas boas que fez. Como assim? Precisava ter se matado por isso? Bastava ficar em casa, ou nos hotéis meia-boca que ele gostava e logo logo, todo mundo ia acabar esquecendo de Kurt e de Nirvana. O fato de ele ter se matado é a única coisa que faz as pessoas remexerem no passado e lembrar que Nirvana foi uma boa banda.


Tudo isso me leva a uma outra dimensão chamada Avril Lavigne. Em um depoimento onde ela disse se considerar o “Sid Vicious da nova geração” - por que todo mundo acha que o Sid Vicious é o ponto do punk? Ele era mais um dos losers que mal sabia tocar, estava mais tempo drogado do que no mundo real e nunca disse ou tocou nada, absolutamente nada, que contribuísse com o punk rock, exatamente como a Courtney Love que todos odeiam - acabou ouvindo o que não queria de Johnny Rotten (vocalista do também Sex Pistols, banda montada por um casal, donos de uma sex shop, que queriam divulgar sua nova coleção com roupas de couro e correntes de metal): “Seria muito bom mesmo que ela fosse o Sid Vicious, assim ela já estaria morta”. E complementou “Avril Lavigne é tão punk quanto a Kelly Osbourne” (Kelly Osbourne é a filha do lendário Ozzy Osbourne, que tentou, sem sucesso, fazer como a Sandy ou a Vanessa Camargo e seguir os passos do pai). Por que diabos as pessoas não querem ser elas mesmas?


Fato é que Kurt Cobain ainda é superestimado como cantor, como guitarrista e como pessoa pelos seus fãs neuróticos. Assim como a Avril Lavigne nos dias de hoje. Se a Avril tivesse nascido antes, ela seria a perfeita esposa para o Kurt. Os dois acabariam se comendo, se drogando e se matando porque se achariam a reencarnação de Sid Vicious.


Mas temos que agradecer ao Kurt por ter se matado e feito florescer em Dave Grohl a vontade de ser vocalista e ter montado o Foo Fighters. Um ponto pro Kurt.

10 comentários:

david santos disse...

Olá, Mimmy.
Totalmente de acordo.
Parabéns.

Guadalupe disse...

... eu não gosto de Nirvana (nunca simpatizei), mas adorooooooooo Foo Fighters, inclusive fiquei sabendo há pouco tempo que o vocalista era do Nirvana (olha como sou engajada)... mas o Kurt era um besta mesmo.... legal foi a história do Johnny Cash...ele sim não foi um bunda mole...

Angélica disse...

Achei seu blog por acaso e estou passando por aqui sempre.
Kurt Cobain foi um dos maiores fracassos da história do Rock.
Não entendo como tem gente que curte esse cara. Ele sempre quis alcançar a fama e depois ficou se fazendo de vítima dela.
Seu casamento com Courtney não passou de um acordo de conveniências entre os dois.
As músicas do Nirvana são merdas tipo as do Legião Urbana e Engenheiros, em que o cara escreve qq merda que ninguém entende e o povo acha que ele está fazendo poesia.
Já foi tarde Kurt. Agora só falta a Courtney (q logo vai) e a Avril que não vejo a hora que cale a boca.

GG disse...

Eu fico contente que o Dalton, Xoaum e Denão não tenham uma banda de rock, porque a esta altura do campeonato não teríamos muito tempo mais para curti nossa amizade, e eu receberia menos e-mails.

...
De resto, este ano tem Foo Fighters no Brasil, né? Podiamos organizar um comboio depois deste post, interessados se apresentem aqui! =D

carol felix disse...

Seria mais bonito se o Kurt só se aposentasse. Mas de qualquer forma eu gosto do som do Nirvana. O tempo passa os gostos mudam e na correria da vida acabo usando meu tempo livre pra ouvir outras coisas... Nirvana me faz lembrar meus 12-15 anos. Perder Nirvana e ganhar FF sem dúvida foi muito bom! Se tudo der certo vejo o FF dia 24 :D torce por mim.

Mimmy disse...

Eu me interesso, Gabi.

Flavio Pucci disse...

comé que faz esse esquema do pop-up? sou novo aqui na área! fico te devendo um prato de salada, ou um dvd do kurt! eheuheuhehuehue

Dindão disse...

concordo. o kurt era um bosta. certeza que se estivesse vivo ele tinha roubado o papel do Sebastian Bach no Gilmore Girls.

LSD disse...

Oi Michelle!
Que bom que anotou meu email, não queria perder contato c/ vc.
Vc me mandou o endereço do seu blog, então eu entrei, mas fui te escrever e vi que vc tinha mudado para este aqui, então, estou escrevendo neste. hehehe
Ainda estou com as revistinhas viu kkkk Isso já fez vários aniversários...
Bjus

Rodrigo disse...

Nossa, perfeito! Vou salvar o texto para futuras discussões sobre o assunto. Acabo usando sempre os mesmos argumentos que você usou. Mas gosto de adicionar, só para provocar: "e ainda por cima o Kurt contribuiu para o surgimento dos Emos". :P